MEMÓRIA

ONG Gestos lança livro sobre os 40 anos da epidemia de HIV no Recife nesta quarta-feira (17)

Publicação reúne 13 entrevistas com profissionais de saúde e ativistas da linha de frente do início da epidemia

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O sociólogo Acioli Neto escreveu livro com entrevistas de profissionais e ativistas
O sociólogo Acioli Neto escreveu livro com entrevistas de profissionais e ativistas | Crédito: @quemewill/Divulgação

O livro A AIDS Envelheceu: quatro décadas da epidemia de HIV no Recife contadas por profissionais e ativistas é lançado nesta quarta-feira (17) no Recife. A publicação é escrita pelo sociólogo Acioli Neto e lançada pela ONG Gestos: Soropositividade, Comunicação e Gênero, reunindo 13 entrevistas com profissionais de saúde e ativistas que estiveram na linha de frente do início da epidemia, trazendo memórias e histórias que são importantes para se vislumbrar o futuro da resposta ao HIV, ao estigma e ao preconceito no país. 

O evento está marcado para às 18h30, na sede da instituição, no bairro da Boa Vista, centro do Recife. Na ocasião, haverá distribuição gratuita do livro. Ele faz parte do projeto “A AIDS envelheceu”, da Gestos, realizado em parceria com o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do Recife (Comdir), que, ao longo de 2025, buscou lançar um olhar sobre a temática HIV/AIDS dentro do recorte de pessoas com mais de 60 anos, historicamente invisibilizadas em políticas públicas de prevenção e cuidados. 

Entres os entrevistados estão nomes como Jarbas Barbosa, diretor-geral da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS); Ana Brito, pesquisadora da Fiocruz e primeira coordenadora estadual de DST/AIDS (como se chamava na época); Frederico Rangel, infectologista e primeiro diretor do Hospital Correia Picanço; Ana Aurora, psicóloga pioneira no atendimento a pessoas vivendo com HIV/AIDS; e François Figueiroa, epidemiologista coordenador do Programa de DST/AIDS de Pernambuco durante 24 anos.

“Com destaque para as duas primeiras décadas, a publicação traz o resultado de uma vasta pesquisa a partir do registro do primeiro caso de AIDS no Recife e mostra o início da mobilização de profissionais, amigos e familiares num cenário de ausência de informações, inexistência de tratamentos e de muito preconceito”, afirma Acioli, autor do livro. “O resultado é um material que resgata a história do enfrentamento à AIDS, fala da situação atual e do futuro, com relatos emocionantes”, conclui.

O projeto é realizado pela  ONG Gestos — Soropositividade, Comunicação e Gênero, que conta com uma atuação de mais de três décadas de atuação interdisciplinar, produzindo e sistematizando conhecimento, além de monitorar e articular políticas públicas de saúde, igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável. 

A organização também oferece assessoria jurídica, psicológica e de assistência social às pessoas vivendo com HIV/AIDS em situação de vulnerabilidade; testagem para HIV, sífilis e hepatites; e  orientação a jovens e adolescentes sobre saúde e sexualidade, com acompanhamento de enfermagem e psicologia.

“São quatro décadas de epidemia de AIDS, e a Gestos caminha junto há 32 anos, fazendo parte da construção da resposta ao HIV e à AIDS. Por isso, para nós é muito importante lançar uma publicação que dê visibilidade a essas histórias de enfrentamento a uma doença que até hoje nos desafia não só pelos aspectos biomédicos, mas sobretudo pelos aspectos sociais, uma vez que o principal problema que enfrentamos, desde o início da epidemia, é o estigma e o preconceito”, destaca a coordenadora de Assistência e Educação da Gestos, Jô Meneses.

SERVIÇO

Lançamento do livro A AIDS Envelheceu: quatro décadas da epidemia de HIV

Quarta-feira (19), às 18h30, na sede da ONG Gestos (R. dos Médicis, 68 – Boa Vista)

Distribuição gratuita do livro.

Editado por: Rostand Tiago

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