O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarou nesta quarta-feira (17) que os planos dos EUA de realizar uma operação terrestre na Venezuela podem tornar impossível chegar a um acordo nas atuais circunstâncias.
“Tudo isso mina as esperanças de que um acordo possa ser alcançado dentro do atual equilíbrio de poder no cenário internacional. No entanto, os Estados Unidos permanecem abertos ao diálogo”, afirmou chanceler russo, após uma reunião com o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.
Serguei Lavrov também observou que a Rússia está preocupada com as “declarações beligerantes do Pentágono“. Segundo o ministro, as ações dos EUA no Caribe “são recebidas com hostilidade por praticamente todos os países, exceto a União Europeia”.
O chanceler russo classificou as ações da Marinha dos EUA de afundar embarcações civis sem julgamento ou investigação no Caribe como “ilegais”.
Na última terça-feira (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou o governo venezuelano de Nicolás Maduro como uma “organização terrorista estrangeira”. Ele também ordenou um bloqueio naval completo e permanente contra todos os petroleiros sancionados que tenham ligações com o país. O anúncio foi feito na plataforma de mídia social Truth Social.
A Venezuela, por sua vez, rejeita as alegações de Trump, classificando as ações de Washington como roubo de recursos naturais e uma violação do direito internacional, da liberdade de comércio e da navegação.
Tradicional aliada de Caracas, Moscou tem manifestado apoio à Venezuela diante da ofensiva dos EUA contra o governo de Donald Trump, condenando as violações do direito internacional por parte de Washington.
Quem reiterou esta posição na diplomacia russa na última segunda-feira (15) foi o diretor do Departamento para a América Latina do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Shchetinin, que afirmou que Moscou “continua a fornecer total apoio político a Caracas e espera que o bom senso prevaleça na atual deterioração das relações entre a Venezuela e os EUA”.
“Certamente estamos fornecendo o apoio político necessário ao povo irmão venezuelano durante este período difícil. Acreditamos que o bom senso deve prevalecer e que uma solução lógica e correta para a situação atual será encontrada”, completou.
