Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi preso nas primeiras horas desta sexta-feira (26) no aeroporto de Assunção, capital do Paraguai, quando tentava fugir para El Salvador e evitar o cumprimento da pena de 24 anos e seis meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. Antes de deixar o território nacional, o ex-servidor violou a tornozeleira eletrônica.
A operação que prendeu o ex-diretor da PRF contou com o apoio de agentes paraguaios após um alerta emitido pela Polícia Federal (PF) do Brasil. Ele utilizava um passaporte falso para tentar passar imigração.
Vasques foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 16 de dezembro devido ao envolvimento na tentativa de golpe de Estado. No entendimento dos magistrados da Suprema Corte, ele foi o responsável pela organização de uma operação da PRF durante o segundo turno das eleições de 2022 para impedir o trânsito de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de chegarem a seus locais de votação.
Após ser preso, ele foi colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai. Segundo a PF, já estão sendo feitas gestões para que Vasques seja entregue às autoridades brasileiras.
