No Vaticano

Em primeira missa do ano, papa Leão 14 pede paz e amizade entre os povos

O pontífice pediu orações pelas populações afetadas por conflitos armados, crises humanitárias e deslocamentos forçados

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Papa Leão 14 celebra missa do Dia Mundial da Paz, no Vaticano
Papa Leão 14 pede que sejam respeitados “direitos humanos e civis” na Venezuela | Crédito: Reprodução / Youtube Vatican News

Na primeira missa de 2026, celebrada nesta quinta-feira (1º) no Vaticano, o papa Leão 14 fez um apelo por paz, reconciliação e amizade entre os povos, em um mundo marcado por guerras e violência. A celebração da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus coincidiu com a 59ª Jornada Mundial da Paz, tradicionalmente dedicada à reflexão sobre os conflitos globais.

Após a missa, o pontífice rezou o Angelus com fiéis reunidos na Praça São Pedro e iniciou a mensagem com uma saudação de Ano Novo. Em sua fala, Leão 14 convocou a humanidade a começar o novo ano com um “coração convertido”, capaz de transformar o mal em bem e o sofrimento em consolação.

“À medida que o ritmo dos meses se repete, o Senhor convida-nos a renovar o nosso tempo, inaugurando por fim uma era de paz e amizade entre todos os povos”, afirmou o papa. Segundo ele, sem esse desejo de bem comum, “não faria sentido virar as páginas do calendário”.

O pontífice destacou que a paz não é apenas ausência de guerra, mas um caminho ativo de reconciliação, que exige escolhas concretas e compromisso coletivo. Leão 14 pediu que os conflitos não sejam naturalizados e que a indiferença diante da dor alheia seja superada.

Durante a mensagem, o papa fez referência às nações “ensanguentadas pela guerra”, pedindo orações pelas populações civis afetadas por conflitos armados, crises humanitárias e deslocamentos forçados. Ele também mencionou famílias marcadas pela violência e pela pobreza.

Leão 14 reforçou que o início de um novo ano deve ser entendido como oportunidade de renovação espiritual e política, com responsabilidade dos governantes e das sociedades na construção da paz. Segundo ele, a fraternidade entre os povos é condição indispensável para um futuro justo.

Editado por: Geisa Marques

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