Tem apoio

Mais da metade dos brasileiros acredita que Bolsonaro deve estar preso, aponta pesquisa Quaest

Levantamento indica que maior parte dos entrevistados acredita que ex-presidente é responsável pela sua prisão

O ex-presidente Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro | Crédito: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (1º) indica que 51% dos brasileiros acreditam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) merece estar preso. Outros 42% entendem que há perseguição política contra o ex-mandatário, enquanto 7% não souberam responder.

Foram ouvidas 2.004 pessoas com ao menos 16 anos. A coleta de dados foi feita de 11 a 14 de dezembro e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento tem um nível de confiança de 95%.

Dos que consideram que Bolsonaro deve estar preso, a maioria (91%) se diz lulista, enquanto 4% se dizem bolsonarista. O mesmo acontece com quem acha que há uma perseguição política. Desse grupo, 94% se dizem bolsonarista, enquanto 5% são lulistas.

A pesquisa também indagou os brasileiros sobre os motivos para a prisão de Bolsonaro. Ao todo, 32% entendem que ele está preso por ter tentado violar a tornozeleira eletrônica, outros 16% afirmam que havia risco de fuga para o exterior. Cerca de 21% responderam que o ex-mandatário é alvo de perseguição do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do ministro Alexandre de Moraes. Menos de 4% disseram que o motivo foi a vigília organizada pelo senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 5% dos entrevistados alegaram outros motivos.

O levantamento também traz a percepção sobre o impacto político para Bolsonaro. Para 71% dos bolsonaristas, o ex-mandatário fica mais forte depois do julgamento e das acusações contra ele. Entre os lulistas, 83% dizem que ele ficou mais fraco.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso desde 22 de novembro na Polícia Federal. Ele já estava em regime domiciliar desde o dia 4 de agosto e foi levado à Superintendência da PF após ser detido preventivamente em sua casa em Brasília. Atualmente, o ex-presidente cumpre a pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na trama golpista.

Editado por: Geisa Marques

|

Newsletter