Partidos políticos, centrais sindicais e movimentos sociais à esquerda convocam um ato nesta segunda-feira (5) em solidariedade ao povo venezuelano diante da invasão estadunidense no país, ocorrida no último sábado (3). A manifestação está marcada para às 15 horas e terá sua concentração na Praça do Derby.
Após meses de ameaças, os Estados Unidos realizaram uma série de ataques contra a Venezuela, com bombardeios em várias regiões do país, sobretudo na capital Caracas, e o sequestro do presidente Nicolas Madura e a primeira-dama Cilia Flores. A invasão se deu após uma intensa mobilização militar dos EUA próximas à costa da Venezuela desde agosto de 2025, incluindo o sequestro de navios petroleiros.
Por todo o país, manifestações populares estão sendo convocadas na tarde desta segunda-feira. Em São Paulo, o ato será realizado em frente ao consulado dos Estados Unidos. Outros protestos também serão realizados em capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.
Governo do Brasil e movimentos sociais repudiam ataques na Venezuela
O Governo Brasileiro repudiou a ação estadunidense em uma nota assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. “Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, diz um trecho do texto. O presidente pede uma “resposta vigorosa” da comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas.
Organizações sociais também se manifestaram por todo o país. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) classificou a invasão como um ataque criminoso do imperialismo estadunidense à Venezuela. “Os sequestros de navios petroleiros nas últimas semanas evidenciaram que o único interesse dos EUA não é por “democracia” ou ‘liberdade’, mas por petróleo. Trump se tornou o maior pirata da atualidade, diz a nota.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também se manifestou através de uma nota, afirmando que os ataques são uma afronta direta à estabilidade democrática de toda a região e aos princípios fundamentais do Direito Internacional. “A tentativa de imposição de força e a violação da integridade territorial venezuelana são práticas imperialistas que não possuem lugar no século 21”, afirma o texto.
