risco generalizado

‘Pode acontecer no Brasil’: o alerta do MST sobre os ataques de Trump à Venezuela

Movimento acompanha de perto a movimentação no país vizinho após o sequestro de Maduro e da esposa

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A capital Caracas foi uma das regiões mais atingidas pelo bombardeio dos Estados Unidos; na foto, o forte Tiuna, ao fundo, em chamas
A capital Caracas foi uma das regiões mais atingidas pelo bombardeio dos Estados Unidos; na foto, o forte Tiuna, ao fundo, em chamas | Crédito: AFP

Para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Brasil não está livre do risco de interferência direta dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump, assim como aconteceu com a Venezuela.

O movimento, que acompanha de perto os desdobramentos da situação do presidente Nicolás Maduro, sequestrado pelos EUA no dia 3 de janeiro, manifestou solidariedade ao povo venezuelano e alertou a população brasileira sobre a possibilidade de o imperialismo voltar suas garras para este lado da fronteira.

O risco é ainda mais alto para o Brasil neste ano eleitoral, conforme apontou Messilene Gorete, da direção nacional do Setor de Internacionalismo do MST, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, nesta segunda-feira (5).

“O que está acontecendo com a Venezuela pode acontecer com qualquer outro país, sobretudo aqui no Brasil. Estamos sob a mira dos Estados Unidos e a ação da extrema direita, e a gente entrando em um processo eleitoral, que conta muito. O povo brasileiro precisa ter muita clareza: o que está acontecendo na Venezuela pode acontecer no Brasil”, afirmou Gorete.

O MST tem dezenas de militantes atuando em projetos de produção e formação na Venezuela, além de jovens que estudam em instituições do país vizinho. Apesar do susto e da preocupação com os ataques da madrugada de sábado (3), os relatos são de aparente tranquilidade sob o comando da agora presidente interina Delcy Rodríguez.

“O governo da Venezuela segue intacto, funcionando, e suas instituições seguem. E a Revolução Bolivariana segue firme e em andamento. O presidente foi sequestrado, mas não tem vazio de poder. A revolução segue intacta e suas instituições também”, destacou a integrante da direção do MST.

Para Gorete, a mobilização nas ruas da capital Caracas, com milhares de pessoas marchando pela libertação de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, mostra e a resistência do movimento revolucionário chavista.

“A Venezuela e a Revolução Bolivariana são grandes referências para o MST. Estamos acompanhando de dentro do processo há mais de 20 anos. Conhecemos e aprendemos muito com o processo bolivariano. Sabemos como, nesses 20 anos, os EUA têm atuado como uma Guerra Fria permanente, de desestabilização, em aliança com grupos internos da oposição, mas também sabemos da capacidade que o povo venezuelano foi construindo nesses 20 anos, de organização popular, de democracia participativa e permanente, e ao mesmo tempo de construção de instrumentos de resistência e de defesa de sua soberania”, complementou.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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