LITERATURA

Editora Kotter lança livro sobre Palestina e promove debate nesta sexta-feira (9) em BH

Obra do jornalista Luiz Fratini combina ficção e rigor documental para retratar drama humano vivido pelo povo palestino

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O encontro, que também abre espaço para debate e sessão de autógrafo, será realizado a partir das 18h30, no Brooklyn Café
O encontro, que também abre espaço para debate e sessão de autógrafo, será realizado a partir das 18h30, no Brooklyn Café | Crédito: Instagram/ @maxwell_vilela e @chsdiniz

Em tempos de retrocessos, colapso climático e aprofundamento de conflitos ao redor do mundo, Belo Horizonte recebe, nesta sexta-feira (9), um encontro entre literatura e reflexão política. A Kotter Editorial e o Brooklyn Café promovem o lançamento do livro Palestina: De Volta ao Inferno, do jornalista Luiz Fratini. 

O encontro, que também abre espaço para debate e sessão de autógrafo, será realizado a partir das 18h30, no Brooklyn Café, localizado na avenida Dr. Cristiano Guimarães, no bairro Planalto, na capital mineira. 

Conhecido pelo ambiente acolhedor e pela proposta de unir café e produção cultural, o espaço se transforma em palco para a apresentação de uma obra que dialoga diretamente com um dos conflitos mais brutais e duradouros da atualidade.

A obra

A obra Palestina: De Volta ao Inferno, segundo livro de Luiz Fratini, publicado pela Editora Kotter, combina ficção e rigor documental para retratar o drama humano vivido pelo povo palestino sob mais de sete décadas de ocupação e violência. Com uma linguagem acessível e narrativa intensa, o livro se propõe a apresentar ao leitor um olhar crítico e sensível sobre o conflito Israel-Palestina.

Jornalista, fotógrafo, cartunista e roteirista, Fratini nasceu em Belo Horizonte, em 1959, e construiu uma trajetória marcada pelo diálogo entre imagem, texto e crítica social. Iniciou a carreira no Diário do Comércio, passou pelo jornal O Pasquim e publicou, ainda nos anos 1980, seu primeiro livro de cartuns. Em Palestina: De Volta ao Inferno, o autor aprofunda sua relação com a ficção sem abrir mão do compromisso jornalístico.

A narrativa acompanha Meghan Rønning, uma correspondente de guerra britânica que decide cobrir o conflito na Palestina, onde conhece Ahmad Saleh, ex-prisioneiro político e ativista palestino. A partir do encontro entre os dois, o livro expõe as marcas da ocupação, da repressão e da resistência, conduzindo o leitor a cenários de violência extrema, mas também de solidariedade e humanidade. As descrições funcionam como “fotografias literárias”, aproximando o público da realidade vivida por civis, jornalistas e militantes em territórios ocupados.

Concluído pouco antes dos acontecimentos de 7 de outubro de 2023, o manuscrito foi mantido em sua versão original, decisão que reforça o caráter de testemunho da obra. Ao longo da narrativa, Fratini questiona a cobertura da mídia comercial internacional e propõe uma reflexão sobre o papel do jornalismo diante da guerra, da desinformação e das violações de direitos humanos.

Editado por: Ana Carolina Vasconcelos

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