Pelo menos 425 palestinos foram mortos em ataques israelenses desde que o cessar-fogo de outubro entrou em vigor, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
Apenas nesta quinta-feira (8), os ataques israelenses em Gaza mataram pelo menos 14 palestinos, incluindo cinco crianças, segundo fontes médicas ouvidas pela Al Jazeera, enquanto Israel continua bombardeando o enclave costeiro, ignorando o cessar-fogo.
Um ataque israelense contra tendas destinadas a pessoas deslocadas na área de al-Mawasi, no sul de Gaza, matou, pelo menos, outros quatro palestinos.
Israel também bombardeou as áreas de Zeitoun, Bureij e Nuseirat, no centro de Gaza, matando mais quatro pessoas.
Os ataques ocorrem em um momento em que Israel continua sua ofensiva militar contra Gaza, apesar do acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, que entrou em vigor em 10 de outubro.
A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) classificou os ataques israelenses contra palestinos deslocados na quinta-feira como um crime de guerra, que reflete o objetivo de Israel de tornar Gaza inabitável.
“Afirmamos que esta entidade não respeita nenhum acordo de cessar-fogo e se baseia em traição e falsos pretextos de segurança para levar adiante seus planos de extermínio e deslocamento”, disse o grupo de esquerda em um comunicado.
Ao mesmo tempo, centenas de milhares de famílias deslocadas têm se abrigado em acampamentos improvisados em Gaza, depois que suas casas foram destruídas na guerra genocida de Israel contra os palestinos no território.
Israel também se recusou a permitir o livre fluxo de suprimentos para abrigos na Faixa de Gaza, apesar dos alertas das Nações Unidas e de grupos humanitários de que os palestinos estão sofrendo em meio a uma série de tempestades de inverno mortais.
Os acampamentos foram inundados devido às fortes chuvas das últimas semanas, o que levou os palestinos a pedirem melhores tendas, cobertores e roupas quentes.
A organização Médicos Sem Fronteiras, afirmou esta semana que os palestinos em Gaza sofrem de “infecções respiratórias, complicações em feridas e doenças de pele”, como resultado das duras condições de vida.
O grupo afirmou que os bebês também estão “sofrendo com o frio intenso, enquanto Israel continua bloqueando ou atrasando a entrada de suprimentos vitais, como barracas, lonas e moradias temporárias”.
Entretanto, Israel tomou medidas para impedir que grupos internacionais de ajuda humanitária, incluindo a MSF e o Conselho Norueguês para Refugiados atuem na Faixa de Gaza. Foram revogadas as licenças de funcionamento de 37 organizações por descumprirem novas regulamentações que exigem o fornecimento de informações detalhadas sobre funcionários, financiamento e operações.
Especialistas afirmam que essas exigências contrariam os princípios humanitários e fazem parte de uma longa campanha do governo israelense para difamar e, em última instância, impedir o trabalho de grupos de ajuda que prestam assistência aos palestinos.
Com informações da Al Jazeera.
