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Ignorando cessar-fogo, ataque israelense em Gaza mata 14 palestinos nesta quinta; total chega a 425 desde outubro

Israel segue o genocídio, descumprindo o acordo celebrado em 10 de outubro de 2025

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Dois palestinos recolhem roupas em uma cratera após o bombardeio israelense a um acampamento improvisado que abrigava famílias deslocadas | Crédito: OMAR AL-QATTAA / AFP

Pelo menos 425 palestinos foram mortos em ataques israelenses desde que o cessar-fogo de outubro entrou em vigor, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

Apenas nesta quinta-feira (8), os ataques israelenses em Gaza mataram pelo menos 14 palestinos, incluindo cinco crianças, segundo fontes médicas ouvidas pela Al Jazeera, enquanto Israel continua bombardeando o enclave costeiro, ignorando o cessar-fogo.

Um ataque israelense contra tendas destinadas a pessoas deslocadas na área de al-Mawasi, no sul de Gaza, matou, pelo menos, outros quatro palestinos.

Israel também bombardeou as áreas de Zeitoun, Bureij e Nuseirat, no centro de Gaza, matando mais quatro pessoas.

Os ataques ocorrem em um momento em que Israel continua sua ofensiva militar contra Gaza, apesar do acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, que entrou em vigor em 10 de outubro.

A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) classificou os ataques israelenses contra palestinos deslocados na quinta-feira como um crime de guerra, que reflete o objetivo de Israel de tornar Gaza inabitável.

“Afirmamos que esta entidade não respeita nenhum acordo de cessar-fogo e se baseia em traição e falsos pretextos de segurança para levar adiante seus planos de extermínio e deslocamento”, disse o grupo de esquerda em um comunicado.

Ao mesmo tempo, centenas de milhares de famílias deslocadas têm se abrigado em acampamentos improvisados ​​em Gaza, depois que suas casas foram destruídas na guerra genocida de Israel contra os palestinos no território.

Israel também se recusou a permitir o livre fluxo de suprimentos para abrigos na Faixa de Gaza, apesar dos alertas das Nações Unidas e de grupos humanitários de que os palestinos estão sofrendo em meio a uma série de tempestades de inverno mortais.

Os acampamentos foram inundados devido às fortes chuvas das últimas semanas, o que levou os palestinos a pedirem melhores tendas, cobertores e roupas quentes.

A organização Médicos Sem Fronteiras, afirmou esta semana que os palestinos em Gaza sofrem de “infecções respiratórias, complicações em feridas e doenças de pele”, como resultado das duras condições de vida.

O grupo afirmou que os bebês também estão “sofrendo com o frio intenso, enquanto Israel continua bloqueando ou atrasando a entrada de suprimentos vitais, como barracas, lonas e moradias temporárias”.

Entretanto, Israel tomou medidas para impedir que grupos internacionais de ajuda humanitária, incluindo a MSF e o Conselho Norueguês para Refugiados atuem na Faixa de Gaza. Foram revogadas as licenças de funcionamento de 37 organizações por descumprirem novas regulamentações que exigem o fornecimento de informações detalhadas sobre funcionários, financiamento e operações.

Especialistas afirmam que essas exigências contrariam os princípios humanitários e fazem parte de uma longa campanha do governo israelense para difamar e, em última instância, impedir o trabalho de grupos de ajuda que prestam assistência aos palestinos.

Com informações da Al Jazeera.

Editado por: Rodrigo Gomes

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