Em 2026, cerca de 2 milhões de brasilienses serão agentes da democracia. Os cidadãos voltam às urnas neste ano para escolher os representantes do povo no âmbito federal, estadual e distrital. As escolhas definirão o rumo dos próximos quatro anos no Congresso Nacional, dos governos, da Câmara Legislativa e da Presidência da República.
Enquanto as eleições se aproximam, é preciso estar atento à algumas datas. E tudo começa com o título de eleitor. A Justiça Eleitoral determinou o prazo até 6 de maio para que os eleitores tirem ou regularizem o documento. Após a data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações até depois do pleito.
Até o dia estipulado, os eleitores poderão tirar o primeiro título de eleitor, solicitar transferência de domicílio eleitoral, atualizar informações cadastrais e regularizar a situação eleitoral, em caso de pendências. Os serviços são ofertados podem ser solicitados em qualquer unidade da Justiça Eleitoral, conforme orientações dos tribunais regionais eleitorais (TREs).
O local de votação também pode ser consultado no site oficial da Justiça Eleitoral, basta inserir os dados pessoais e o título. Com o encerramento do prazo de cadastro eleitoral, os locais estarão atualizados para todos que estiverem regularizados até o período estabelecido.
Vale lembrar que o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos. Para jovens de 16 e 17 anos, pessoas acima de 70, analfabetos ou pessoas com deficiência que tenham alguma dificuldade no processo, o voto é facultativo.
Cargos em disputa
O primeiro turno das eleições gerais estão marcadas para o dia 4 de outubro. Neste dia, os eleitores do Distrito Federal irão até as urnas escolher seus representantes na seguinte ordem: deputado federal, deputado distrital, dois senadores, governador, vice-governador, presidente da República e vice-presidente.
Há também a possibilidade de um eventual segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. A disputa, neste caso, fica apenas para definição de presidente e vice-presidente da República e governadores e vice-governadores.
As votações de uma eleição geral combinam os sistemas eleitorais proporcional e majoritário. Apenas deputados são eleitos pelo primeiro, enquanto governadores e o presidente são escolhidos pelo sistema majoritário.
Funciona da seguinte forma:
Deputados
São 531 vagas para o cargo de deputado federal, das quais o DF vai eleger oito representantes. Para deputado distrital, serão 24 cadeiras. Já os eleitos para deputado estadual preencherão 1.035 cadeiras nas Assembleias Legislativas. No sistema proporcional, as cadeiras são divididas entre os partidos e as federações, e preenchidas pelos candidatos mais votados dentro dessas legendas, levando em consideração o cálculo dos quocientes eleitoral e partidário.
Senadores
O Senado Federal terá 54 cadeiras renovadas (dois terços do total de 81), seguindo o sistema de rodízio a cada quatro anos. Seguindo o modelo majoritário simples, os dois candidatos com a maior votação em cada estado são eleitos.
Governadores
Serão escolhidas 27 chapas, uma para cada um dos 26 estados e uma para o Distrito Federal. O sistema majoritário exige que a chapa obtenha mais de 50% dos votos válidos para vencer em 1º turno. Caso contrário, a eleição será decidida em 2º turno entre os dois candidatos mais votados.
Presidente da República
Uma chapa será escolhida para o comando do Executivo Federal. Assim como na disputa estadual, a vitória em 1º turno também exige a maioria absoluta dos votos válidos, podendo haver 2º turno, se necessário.
Calendário completo
6 de maio – prazo para tirar ou regularizar o título de eleitor
20 de julho a 5 de agosto – convenções partidárias (escolha oficial dos candidatos de cada partido)
15 de agosto – data-limite para registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral
16 de agosto – início das propagandas eleitorais
4 de outubro – 1º turno
25 de outubro – 2º turno
*Com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
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