O Sindicato dos Servidores da Assistência Social do Distrito Federal (Sindsasc) realiza, no dia 3 de fevereiro, às 9h, uma assembleia sindical e popular na Praça do Buriti, em frente à sede do Palácio, sede do executivo do DF. O ato marca a retomada de uma estratégia histórica de mobilização da categoria e tem como objetivo cobrar do Governo do Distrito Federal (GDF) o atendimento à pauta de reivindicações da carreira pública.
A assembleia será aberta à população e vai reunir trabalhadores do serviço público e usuários das políticas sociais em uma luta comum. A proposta, segundo o Sindsasc, é dar visibilidade à importância do trabalho realizado diariamente nas unidades da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) e da Secretaria da Mulher (SMDF).
De acordo com o diretor do sindicato, Clayton Avelar, a iniciativa retoma uma experiência bem-sucedida de mobilização. “O Sindsasc está retomando uma fórmula muito vitoriosa em 2018, que é a Assembleia Sindical Popular, na qual os servidores públicos e os usuários dos nossos serviços se juntam numa luta comum”, afirma.
A pauta de reivindicações apresentada ao GDF no início de 2025 conta com 19 itens. Entre eles está a realização de concurso público, demanda que impacta diretamente a qualidade do atendimento à população. “Um dos pontos da pauta, o concurso público, é de interesse direto do público que atendemos, da população que procura as unidades das secretarias onde atuamos”, destaca Avelar.
Outras reivindicações buscam o reconhecimento e a valorização da carreira, como a conversão da Gratificação de Incentivo às Técnicas de Gestão (Getite) em Gratificação por Habilitação (GH), benefício já concedido a diversas carreiras do serviço público distrital. “Essa gratificação é concedida, de uma forma ou de outra, a 27 carreiras. Nós pleiteamos apenas sermos a 28ª a ter esse direito”, ressalta o diretor.
O sindicato também defende a incorporação da Gratificação de Desempenho da Assistência Social (Gedas), de modo a contemplar os servidores aposentados, além de melhores condições de trabalho, segurança nas unidades, jornada de sete horas corridas e políticas de valorização profissional. “Nada do que estamos reivindicando é privilégio. São direitos já concedidos a outras carreiras”, defende o líder sindical.
Proteção social
A carreira pública de desenvolvimento e assistência social no Distrito Federal é composta por mais de dois mil servidores, responsáveis por executar políticas essenciais de proteção social. Esses profissionais atuam diretamente no atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade, mulheres vítimas de violência, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência, população em situação de rua e na promoção dos direitos humanos.
Somente no Cadastro Único, base de acesso a programas sociais, o DF possui mais de 400 mil famílias inscritas. “Aquilo que a nossa categoria entrega para a sociedade e para o próprio governo precisa ter correspondência, precisa ter reciprocidade. É por isso que estamos lutando”, afirma Avelar.
Segundo o Sindsasc, nenhum governo pode ignorar uma categoria que sustenta políticas públicas fundamentais. O sindicato reforça que permanece aberto ao diálogo, mas não abre mão da mobilização. “Estamos, como sempre, abertos ao diálogo. Estamos, como sempre, dispostos à luta”, conclui o diretor.
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