MULTI CULTURAL

Posada lança ‘Flecha Envenenada’, álbum que une música urbana latina e memória ancestral indígena

O show está marcado para esta sexta-feira (16), a partir das 20h, no Espaço Marcelina; a entrada é livre

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As influências que atravessam o trabalho incluem carimbó, brega, côco, reggae, dancehall, rap/hip hop, bullerengue, cumbia, bolero, reggaeton e música eletrônica
O disco nasce da experiência de Posada como mulher indígena em contexto urbano | Crédito: Igor de Paula

A multiartista Posada apresenta seu primeiro álbum autoral, Flecha Envenenada, obra que dialoga com a música urbana latino-americana e com referências da ancestralidade indígena. O projeto, que trata de território, identidade e vivência, terá pré-lançamento nesta sexta-feira (16), no Espaço Marcelina (Rua do Parque, 213, bairro São Geraldo, em Porto Alegre). A atividade é aberta ao público e integra uma proposta que articula música, formação, debate e circulação artística. A data do lançamento oficial nas plataformas digitais será divulgada posteriormente.

O evento de pré-lançamento, gratuito, reunirá artistas convidados do Rio Grande do Sul, entre mulheres, pessoas negras, indígenas e LGBTQIAP+, promovendo um espaço de encontro e trocas. Informações sobre o lançamento digital serão divulgadas no Instagram da artista: @barraposada.

O disco nasce da experiência de Posada como mulher indígena em contexto urbano. Com sonoridades contemporâneas, o álbum reúne oito faixas autorais, Tenoné, Madrugada, Raízes do Norte, Crya, Língua Viva, Meta Dobrada, Flechas Certeiras e Aluá, e conta com participações de Dessa Ferreira, Oderiê, Aghata e B.art.

As influências que atravessam o trabalho incluem carimbó, brega, côco, reggae, dancehall, rap/hip hop, bullerengue, cumbia, bolero, reggaeton e música eletrônica, refletindo a trajetória múltipla da artista e suas vivências entre diferentes territórios e culturas. A produção musical é assinada por Dessa Ferreira, Diabelsmusic, Aghata, DJ MTN9090 e Posada, com mixagem e masterização de Luís Lopes.

O título Flecha Envenenada remete à prática de povos originários amazônicos que utilizam flechas envenenadas para proteção de seus territórios. Posada afirma que o conceito do álbum está ancorado na resistência, na memória ancestral e em suas experiências atuais, reforçando a presença de artistas indígenas na indústria musical.

Além do álbum, o projeto envolve uma roda de conversa sobre arte contemporânea, que será transmitida ao vivo pelo Instagram, com data ainda a ser anunciada.

Entre novembro e janeiro, foi realizada a oficina “Noções Básicas de Discotecagem” em cinco cidades atingidas pelas enchentes de 2024: Alvorada, Eldorado do Sul, Novo Hamburgo, Porto Alegre e São Leopoldo.

A iniciativa, sugerida pela artista e pela equipe de produção, teve como público-alvo jovens periféricos do ensino médio interessados em música, com prioridade para pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+. Todo o material será disponibilizado em Libras, garantindo acessibilidade.

A artista

Posada é DJ, cantora, compositora, produtora musical e cultural, formada em Música Popular pela Universidade Fedral do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Sua pesquisa une beats, vozes, texturas e paisagens sonoras. Indígena em contexto urbano, filha de pai colombiano e mãe paranaense, ela carrega vivências no Rio Grande do Sul, no Pará e experiência artística em São Paulo, elementos que atravessam sua produção musical.

A artista atua na cena eletrônica e urbana com trabalhos em festas, ocupações culturais, projetos independentes e iniciativas como o Arruaça. Sua prática envolve criação, curadoria, formação e reflexão crítica sobre cidade, identidade e pertencimento.

Com Flecha Envenenada, Posada consolida um percurso marcado por pistas, estúdios, processos formativos e vivências coletivas, articulando música eletrônica, música urbana latina e memórias ancestrais indígenas.

Editado por: Vivian Virissimo

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