Disputa

Socialista e líder da extrema direita se enfrentarão no 2º turno nas eleições presidenciais de Portugal

É a primeira vez em 40 anos que os portugueses vão escolher o presidente no segundo turno

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O socialista António José Seguro (à esquerda) e o representante da extrema direita André Ventura (à direita)
O socialista António José Seguro (à esquerda) e o representante da extrema direita André Ventura (à direita) | Crédito: Patricia de Melo Moreira e Filipe Amorim/AFP

Portugal passará por um segundo turno para decidir o próximo presidente do país no dia 8 de fevereiro. Neste domingo (18), a eleição presidencial terminou com o socialista António José Seguro liderando a disputa, com 31,13% dos votos, seguido pelo candidato da extrema direita, André Ventura, com 23,49%. João Cotrim Figueiredo, de centro-direita, ficou em terceiro lugar no pleito, com 15,99%.

A apuração dos votos terminou por volta das 19h, no horário local, mas mesmo antes os dois candidatos celebraram a passagem para o segundo turno. “Hoje, com a nossa vitória, venceu a democracia, e voltaremos a ganhar no dia 8 de fevereiro. Convido todos os democratas e progressistas a se unirem na luta contra o ódio e a discriminação”, afirmou António José Seguro, que é formado em Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa, com mestrado em Ciência Política.

André Ventura, por sua vez, utilizou o discurso para criticar seu oponente. “Este candidato socialista defende tudo ao contrário do que nós defendemos. Quer mais impostos para distribuir mais subsídios, quer continuar a sufocar as empresas com mais burocracia, quer mais imigração descontrolada, quer mais descontrolo na nossa Justiça, coisa que não queremos”, disse. Ventura é fundador do partido “Chega” e já trabalhou como comentarista esportivo de TV.

É a primeira vez em quatro décadas que Portugal terá um segundo turno na eleição presidencial. Todas as outras foram decididas logo no primeiro pleito. Neste domingo, cerca de 11 milhões de eleitores participaram do pleito, realizado menos de um ano após as eleições legislativas que renovaram o Parlamento e confirmaram o primeiro ministro. 

O país adota o sistema semipresidencialista, no qual o presidente exerce o papel de chefe de Estado, com atribuições em grande parte simbólicas, enquanto o governo é conduzido pelo primeiro-ministro.

Após quase dez anos no cargo e impedido pela Constituição de disputar um terceiro mandato consecutivo, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, encerra seu ciclo à frente do Palácio de Belém. 

Editado por: Geisa Marques

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