visão comunitária

Cultura tem forte impacto no cotidiano da periferia, afirma pedagoga

Projeto na Zona Sul da capital paulista atende cerca de 600 crianças em situação de vulnerabilidade por dia

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O Instituto Anchieta Grajaú fica em uma área verde da capital paulista
O Instituto Anchieta Grajaú fica em uma área verde da capital paulista | Crédito: reprodução/Facebook

Gestora de projetos no Instituto Anchieta Grajaú, que atende todos os dias mais de 600 crianças em situação de vulnerabilidade social, a pedagoga Michelle Caetano defende que o acesso à cultura seja descentralizado, como forma de promoção da cidadania e integração comunitária.

Em entrevista ao jornal Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Michelle enalteceu a capacidade de promoção da inclusão para as pessoas envolvidas nos projetos oferecidos no espaço, que fica em uma área verde a cerca de 30 quilômetros do centro da maior cidade do país.

“É muito forte, a questão do impacto da cultura na periferia. Eu percebo que precisa ter pertencimento, tanto do público que mora, da comunidade como um todo. É interessante ver o movimento desse impacto e o quanto a cultura ainda é centralizada”, destaca. “A gente precisa trazer mais visibilidade para a cultura da periferia. Fazer com que os coletivos tenham mais voz, mais força, para que virem uma potência reconhecida não só na periferia, mas na cidade como um todo.”

Fundado em 1994, o Instituto Anchieta Grajaú atende, além das crianças, integrantes das famílias, que participam de ações no próprio espaço e também recebem visitas em suas casas. No total, são cerca de 7 mil pessoas impactadas pelos projetos culturais e socioeducativos.

“A gente busca fazer com que essas pessoas atuem de forma efetiva, representando sua comunidade como força, como potência. Nosso grande desafio é a luta diária, a sobrevivência, fortalecer a comunidade, buscar recursos, romper barreiras, ampliar repertórios, sejam culturais, como educacionais e sociais. É um trabalho muito grande, muito significativo”, diz.

Os alunos que são atendidos pelo espaço participam de atividades no contraturno escolar. Além das atividades culturais, têm acesso a programas que ajudam a compreender noções de sustentabilidade e de participação no cotidiano da comunidade em que estão inseridas.

“Temos atividades com as crianças que a gente traz responsabilidades delas no dia a dia. A importância do simples separar do lixo, entender a importância da reciclagem, da compostagem, manter o espaço limpo. Elas precisam cuidar do espaço e entender que não é só aqui. Aqui as crianças aprendem, mas precisam ser multiplicadoras dessa responsabilidade social, ambiental e cultural”, resume Michelle Caetano.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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