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Deputados do Psol denunciam ação de cambistas na venda de ingressos para show de Harry Styles no Brasil

Érika Hilton e Guilherme Cortez acionaram órgãos de defesa do consumidor para apurar irregularidades

NASHVILLE, TENNESSEE - JULY 19: The Harry Styles wax figure is unveiled at Madame Tussauds Nashville on July 19, 2024 in Nashville, Tennessee. Tibrina Hobson/Getty Images/AFP (Photo by Tibrina Hobson / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
O artista vai se apresentar nos dias 17 e 18 de julho deste ano, no Estádio do MorumBis | Crédito: Tibrina Hobson / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

A atuação de cambistas na pré-venda dos ingressos para a turnê Together, Together do cantor Harry Styles no Brasil está sob investigação por suspeita de violação ao direito do consumidor. A deputada federal Erika Hilton e o deputado estadual Guilherme Cortez, ambos do Psol, oficiaram a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) para apurar “o esgotamento irregular e indício de atuação de cambistas” na venda.

O artista vai se apresentar nos dias 17 e 18 de julho deste ano, no Estádio do MorumBis, na zona sul da capital paulista. Nesta segunda-feira (26), foi aberta a venda antecipada dos ingressos pela Ticketmaster para clientes do Santander com cartões das categorias Infinite, American Express Premium e Black. 

Em pouco tempo, fãs começaram a se manifestar nas redes sociais e denunciar dificuldades na compra dos ingressos, até mesmo na bilheteria física, e o possível favorecimento de cambistas. Há relatos que indicaram “pessoas saindo com bolos de ingressos”. Não demorou muito para que hashtags como #TicketmasterUmaFraude, #NãoAoCambista e #FãsMerecemRespeito viralizassem. Em um perfil de um fã, há relato de que, mesmo estando em primeiro lugar na fila, a compra não teria sido possível porque os ingressos já estavam esgotados minutos depois da abertura das vendas virtuais.

Outra crítica são as taxas abusivas cobradas até mesmo para quem vai no ponto de venda presencial. “A gente pagando R$ 22 em taxa de QR Code e eles saindo com bolos de ingressos.”

Em entrevista à CBN, Erika Hilton destacou a gravidade do episódio e pediu providência das autoridades. “É uma falta de respeito, é uma violação ao direito do consumidor, é um crime organizado na venda dos ingressos, o que esses cambistas praticam. É muito importante que nós nos manifestemos junto ao Procon e a Senacon para garantir que as pessoas saibam quais são as suas posições na fila e porque esses valores estão sendo cobrados. São taxas sobre taxas.”

Hilton criticou a empresa Ticketmaster e destacou que não se trata de um fato isolado. Em nota enviada ao jornal Folha de S.Paulo, a empresa negou qualquer apoio ao cambismo e afirmou que não vende ingressos antecipadamente a cambistas nem mantém parcerias com operadores de revenda que os privilegiem.

A empresa também declarou que, na bilheteria física, as vendas seguem regras definidas pelo promotor, com limites por pessoa e CPF, por ordem de chegada, e indicam que alguns setores podem se esgotar rapidamente devido a compras simultâneas em situações de eventos de alta demanda.

* Com informações da Folha de S.Paulo e da Rádio CBN.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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