A Terreira da Tribo promove a partir desta sexta-feira (30) uma programação cultural gratuita, aberta ao público, com espetáculos teatrais, exibição de filmes e atividades formativas. A iniciativa integra a Mostra de Repertório e Cineclube do projeto “Ponto de Cultura Terreira da Tribo – Memória Atuante”, contemplado no Edital Sedac nº 25/2024 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RS), na linha Cultura Viva. Conta com apoio de TVE e FM Cultura.
A programação inicia com a apresentação do espetáculo M.E.D.E.I.A. Após a sessão, ocorre o lançamento da 22ª edição da revista de teatro Cavalo Louco. Ao longo dos dias seguintes, o público poderá assistir a diferentes obras do repertório do grupo, tanto na Terreira da Tribo (Av. Pátria, 98) quanto em espaço público da cidade.
Entre os espetáculos previstos estão Onde? Ação Nº 2, que será apresentado no Parque da Redenção, além de Manifesto de uma Mulher de Teatro e a palestra-performance Dopinho: um lugar de memórias sensíveis. A programação audiovisual inclui os filmes Ubu Tropical, Kassandra In Process, Medeia Vozes, O Amargo Santo da Purificação, Lê, dores de Gênero e Viúvas – Performance Sobre a Ausência, que serão exibidos na sede da Terreira da Tribo.
O projeto será encerrado no dia 8 de fevereiro (domingo), às 17h, com a apresentação de uma performance criada ao longo do 3º Laboratório Aberto, atividade que integra o processo formativo da iniciativa.

3º Laboratório Aberto
A programação cultural aberta e gratuita promovida pela Terreira da Tribo ocorre de forma integrada ao 3º Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, atividade formativa que propõe uma imersão na estética e na dimensão política do trabalho desenvolvido pelo grupo.
O laboratório é estruturado em três módulos: Oficina Ator, Presença e Rito, Oficina de Teatro Ritual e Oficina de Performance Política. Ao longo do processo, os participantes têm contato direto com as práticas de teatro ritual e teatro de rua desenvolvidas pelo grupo, a partir de metodologias baseadas na experiência coletiva e na relação com o espaço público.
Durante os encontros, os participantes vão trabalhar temas em debate na contemporaneidade e desenvolvem exercícios de criação coletiva, que resultam na construção de uma performance autoral. A obra criada ao longo do laboratório é apresentada ao público no encerramento do projeto, marcando o desfecho da programação com uma ação artística que sintetiza o percurso formativo e criativo da iniciativa.
Confira a programação completa
30 de janeiro, sexta-feira, às 20h, na Terreira da Tribo:
M.E.D.E.I.A – seguida do lançamento da 22ª edição da revista de teatro Cavalo Louco
31 de janeiro, sábado, às 20h, na Terreira da Tribo:
Cine Clube da Terreira da Tribo – com Ubu Tropical e Kassandra In Process
1º de fevereiro, domingo, às 18h, no Parque da Redenção (próximo aos Arcos):
Onde? Ação Nº 2
2 de fevereiro, segunda-feira, às 20h, na Terreira da Tribo:
Seminário “Ói Nóis Aqui Traveiz da Autogestão a Criação Coletiva”, com o professor doutor Clovis Massa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs)
3 de fevereiro, terça-feira, às 20h, na Terreira da Tribo:
Apresentação da palestra-performance Dopinho: um lugar de memórias sensíveis
4 de fevereiro, quarta-feira, às 20h, na Terreira da Tribo:
Cine Clube da Terreira da Tribo – com o filme Medeia Vozes
5 de fevereiro, quinta-feira, às 20h, na Terreira da Tribo:
Cine Clube da Terreira da Tribo – com o filme O Amargo Santo da Purificação
6 de fevereiro, sexta-feira, às 20h na Terreira da Tribo:
Performance Manifesto de uma Mulher de Teatro
7 de fevereiro, sábado, às 20h, na Terreira da Tribo:
Cine Clube da Terreira da Tribo – com os filmes Lê, dores de Gênero e Viúvas – Performance Sobre a Ausência
8 de fevereiro, domingo, às 17h, na Terreira da Tribo:
Encerramento com a apresentação da performance construída durante o 3º Laboratório Aberto
Revista
Lançada em 2006 pelo selo editorial Ói Nóis Na Memória, a revista de teatro Cavalo Louco chega à sua 22ª edição, reunindo artigos, ensaios críticos e reflexões sobre diferentes vertentes da cena teatral contemporânea e suas relações com criação, memória e território.

Entre os destaques da edição está o artigo do crítico uruguaio Jorge Arias, que revisita o universo becketiano a partir da peça Fim de Partida. Também integra a publicação o texto do pesquisador carioca Sidnei Cruz, dedicado ao Grupo Sonda e à obra do dramaturgo e artista José Agrippino de Paula, recuperando o contexto experimental e os chamados “anos delirantes”.
A revista conta ainda com a contribuição da diretora paulista Marília Carbonari, que aborda a Biomecânica de Meyerhold, e da professora carioca Rosyane Trotta, que propõe uma análise sobre práticas coletivas no teatro, articulando educação, criação artística e território a partir da experiência da Escola de Teatro Popular da Baixada de São João do Meriti, no Rio de Janeiro.
Na seção especial, a atuadora Tânia Farias presta homenagem ao artista gaúcho Zé da Terreira, falecido em 2023, figura central na trajetória da Terreira da Tribo e do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.
