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‘Vila Ocupa o MAB’ recebe o espetáculo ‘Minha mãe e eu, e a mãe da minha mãe’

Montagem do premiado ator e diretor baiano Fábio Vidal aborda envelhecimento e etarismo

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Espetáculo Minha Mãe e eu, e a mãe da minha mãe / Imagem: Divulgação
Espetáculo Minha Mãe e eu, e a mãe da minha mãe / Imagem: Divulgação | Crédito: Divulgação

O “Vila Ocupa o MAB”, programa de ocupação artística e cultural do Teatro Vila Velha no Museu de Arte da Bahia, irá apresentar nos dias 30 e 31 de janeiro, às 19h, a peça “Minha mãe e eu, e a mãe da minha mãe”. O espetáculo do ator e diretor baiano Fábio Vidal aborda pautas atuais e relevantes, como o envelhecimento e o etarismo.

A partir desse lugar e dessa obra, em que o artista contracena com a sua mãe, Rosvanda Melo, uma narrativa autobiográfica entrelaça temas universais, refletindo sobre o Brasil pela ótica de uma mulher de 80 anos. “Tem sido um processo de redescoberta, de reconexão familiar. Eu me sinto muito nutrido por essa ação de trazer luminosidade em cima da minha mãe. É um convívio de muito afeto e reencontro”, reflete o ator.

Os ingressos estão disponíveis através do Sympla ou na bilheteria do evento, no local: R$ 20 (meia)/ R$ 40 (inteira).

A peça, construída a partir de memórias e expressões artísticas diversas, como teatro, contação de histórias, canto, bordado e culinária, homenageia também Agostinha, avó de Vidal, falecida aos 80 anos, vítima do Mal de Alzheimer, e sua bisavó, Pureza. Somando as histórias dessas três gerações de mulheres, a montagem atravessa mais de 100 anos de memórias familiares, trazendo à tona a rica trajetória de mulheres nordestinas e suas lutas.

“Minha mãe e eu, e a mãe da minha mãe” propõe uma reflexão sobre o envelhecimento e o lugar das pessoas idosas na sociedade. Segundo Vidal, “precisamos modificar essas formas de tratamento com a terceira idade, resgatar o respeito e o amor aos nossos idosos. Vivemos em uma sociedade que valoriza a juventude, mas a velhice precisa ser melhor abraçada e cuidada”. A peça, que alterna momentos de delicadeza e força, aborda de forma afetuosa os desafios trazidos pelo Alzheimer, revelando a importância do cuidado como expressão do amor.

O espetáculo nasceu de um processo colaborativo que envolveu uma série de oficinas formativas. Com grande participação popular, essas atividades, que contaram com a presença de Rosvanda Melo, trouxeram à tona temas como autobiografia cênica e canto coral, adicionando novas camadas ao processo criativo e conectando o público à obra desde o início.

A montagem conta com a colaboração de profissionais da cena artística baiana. Fabio Vidal assina a direção e autoria do espetáculo, que tem orientação de dramaturgia de Meran Vargens. Kaíka Alves e Caw Bomfim dividem a assistência de direção, Rino Carvalho e Lucimaureen Agra assinam o figurino, a trilha sonora e preparação vocal são de Sandra Simões e a cenografia de Luis Parras. A produção de vídeos para a cena são da Voo Audiovisual e a direção de produção é da Multi Planejamento Cultural.

O Teatro Vila Velha tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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