FORTALECENDO O SUS

Governo federal anuncia nova policlínica em Rio Grande com investimento de R$ 30 milhões

Unidade do Sistema Único de Saúde integra pacote de obras do Novo PAC Saúde e deve atender cerca de 200 mil pessoas

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Ministério da Saúde autoriza início das obras da Policlínica em Rio Grande
Ministério da Saúde autoriza início das obras da Policlínica em Rio Grande | Crédito: Eduardo Silva/JTR

O Ministério da Saúde anunciou a construção de uma policlínica no município de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul, com investimento de R$ 30 milhões oriundos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento. A autorização para o início das obras foi formalizada em cerimônia na sexta-feira (6), marcando a assinatura da ordem de serviço que viabiliza a implantação da unidade. A iniciativa faz parte de um pacote mais amplo de investimentos em infraestrutura de saúde pública que contempla quatro estados brasileiros, com aporte total de R$ 243 milhões.

A nova policlínica integra a estratégia do governo federal de ampliar a oferta de serviços especializados no Sistema Único de Saúde, com foco na redução das filas por consultas e exames e no fortalecimento da rede regional de atendimento. Além de Rio Grande, os municípios de Dourados, em Mato Grosso do Sul, e Rondonópolis, em Mato Grosso, também receberão policlínicas. Na Paraíba, o investimento anunciado será destinado à construção de uma maternidade.

Ampliação da capacidade do Sistema Único de Saúde

De acordo com o Ministério da Saúde, a construção das novas unidades responde à necessidade de ampliar a capacidade de atendimento do SUS, especialmente no acesso a serviços especializados, considerados um dos principais gargalos do sistema. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os recursos fazem parte do maior ciclo de investimentos já realizado em infraestrutura da saúde pública no país.

Segundo Padilha, o Novo PAC Saúde prevê R$ 31,5 bilhões destinados à construção de novas unidades, ampliação de serviços, aquisição de equipamentos e fortalecimento da capacidade instalada do SUS em todas as regiões do Brasil. O ministro destaca que esse conjunto de ações busca garantir mais atendimentos, reduzir desigualdades regionais e estruturar a rede pública para responder às demandas da população.

Ainda conforme dados apresentados pela pasta, os investimentos já contemplaram milhares de equipamentos e serviços, incluindo Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial, ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e unidades móveis de atendimento odontológico, além da previsão de construção de mais de uma centena de policlínicas em todo o território nacional.

Impacto regional e atendimento especializado

No caso específico de Rio Grande, a expectativa é de que a policlínica beneficie não apenas os moradores do município, mas também a população de cidades do entorno, ampliando o atendimento especializado na região da metade sul do estado. A superintendente do Ministério da Saúde no Rio Grande do Sul, Maria Celeste da Silva, avalia que a escolha do município se deve à sua relevância regional e à capacidade de atender uma demanda que ultrapassa os limites locais.

Segundo a superintendente, a policlínica foi pensada como um equipamento regional, capaz de atender aproximadamente 200 mil pessoas, considerando a população de Rio Grande e dos municípios vizinhos. Para ela, a unidade contribui para fortalecer o SUS na região e para organizar o fluxo de atendimentos especializados, reduzindo a sobrecarga de outros serviços de saúde.

Maria Celeste também relaciona a implantação da policlínica ao programa Agora Tem Especialistas, prioridade do governo federal voltada à redução do tempo de espera por consultas e exames. Na avaliação da gestora, a nova unidade permitirá destravar atendimentos represados e ampliar o acesso da população a diagnósticos e procedimentos especializados.

Estrutura e perfil de atendimento das policlínicas

As policlínicas seguem um projeto referencial elaborado pelo Ministério da Saúde, que define a estrutura física e os tipos de serviços oferecidos, respeitando o perfil epidemiológico de cada região. No caso das unidades previstas para Rio Grande, Dourados e Rondonópolis, a estimativa é de impacto direto na vida de cerca de 350 mil pessoas, somando as populações dos municípios e das áreas de abrangência regional.

Essas unidades são voltadas principalmente ao apoio diagnóstico e à atenção especializada, com a realização de consultas clínicas por equipes médicas e multiprofissionais. Entre os serviços previstos estão exames de imagem e gráficos, pequenos procedimentos e atendimentos em áreas como reabilitação.

A estrutura das policlínicas inclui salas de ultrassom, tomografia e espaços específicos para acolhimento de vítimas de violência, conhecidas como salas lilás, além de ambientes destinados a atendimentos multiprofissionais. O objetivo, segundo o Ministério da Saúde, é integrar esses serviços à rede já existente, garantindo encaminhamentos mais rápidos e maior resolutividade no cuidado.

Investimentos no Rio Grande do Sul

O anúncio da policlínica em Rio Grande faz parte de um volume mais amplo de recursos destinados ao Rio Grande do Sul por meio do Novo PAC Saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, o estado deve receber cerca de R$ 1,3 bilhão em investimentos, que incluem a construção de cinco policlínicas, 175 Unidades Básicas de Saúde, 17 Centros de Atenção Psicossocial, três hospitais regionais e maternidades, além de Centros Especializados em Reabilitação, oficinas ortopédicas e outros equipamentos de saúde.

Para o governo federal, esses investimentos buscam fortalecer a capacidade do SUS no estado, ampliar o acesso da população aos serviços e enfrentar desigualdades regionais históricas, especialmente em áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos.

A assinatura da ordem de serviço em Rio Grande marca, assim, o início de uma obra que se insere em um projeto nacional de reestruturação da saúde pública, com foco na ampliação da atenção especializada e na consolidação do SUS como principal porta de entrada para o cuidado em saúde no país.

Editado por: Katia Marko

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