Tragédia

Chuvas deixam 14 mortos em Juiz de Fora (MG) e prefeitura decreta calamidade pública

A chuva intensa teve início no fim da tarde de segunda-feira (23), e não há previsão de cessar

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Chuvas causaram alagamentos e deslizamentos em Juiz de Fora, em Minas Gerais
Chuvas causaram alagamentos e deslizamentos em Juiz de Fora, em Minas Gerais | Crédito: Reprodução/X

Pelo menos 14 pessoas morreram em deslizamentos e outras 440 ficaram desabrigadas em Juiz de Fora, em Minas Gerais, devido às chuvas intensas que atingiram a cidade na madrugada desta terça-feira (24). De acordo com a prefeitura, este é o fevereiro mais chuvoso já registrado, com 584 milímetros acumulados, o equivalente ao dobro da média prevista para o mês. A chuva intensa teve início no fim da tarde de segunda (23), e não há previsão de cessar.

A situação levou a prefeitura a decretar estado de calamidade pública por 180 dias, e as aulas foram suspensas nas escolas municipais. Com o decreto, os servidores poderão trabalhar de forma remota nesta terça-feira.

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), informou, em vídeo publicado em suas redes sociais, que a cidade registrou ao menos 20 casos de soterramento e que os sobreviventes resgatados foram encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro, referência no atendimento de urgência. 

A Defesa Civil contabilizou 251 ocorrências, incluindo deslizamentos com mortes nos bairros JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa.

“Isso nos trouxe uma série de transbordamentos, desde situações muito graves até ocorrências de soterramentos, que neste momento continuam aumentando. Temos registrados cerca de 20 soterramentos, especialmente na região Sudeste da cidade”, disse

“Os córregos estão todos absolutamente transbordando. É uma situação de calamidade. Por essa razão, neste momento, estou decretando o estado de calamidade pública”, completou.

O bairro Parque Burnier está entre os mais afetados, com 17 desaparecidos, entre eles crianças, e nove pessoas resgatadas com vida. O Rio Paraibuna e córregos transbordaram, provocando interdições de pontes, quedas de árvores e isolamento de moradores. No bairro Paineiras, um deslizamento atingiu parte de um prédio e duas casas. 

Segundo o tenente Henrique Barcellos, do Corpo de Bombeiros, a corporação recebeu mais de 40 chamados durante a madrugada por bloqueios de vias, pessoas ilhadas e imóveis atingidos. “Deslocamos no início da madrugada equipes do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a desastres ambientais, mais de 20 militares e cães de busca para reforçar a operação”, disse em vídeo também publicado nas redes.

Editado por: Nathallia Fonseca

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