4 anos de guerra

Inteligência russa alega que França e Reino Unido planejam fornecer armas nucleares à Ucrânia

Kremlin afirma que supostos planos de fornecer armamento nuclear para a Ucrânia pode minar esforços de paz

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Imagem da Praça Vermelha, em Moscou
Imagem da Praça Vermelha, em Moscou | Crédito: Dimitar Dilkoff / AFP

O Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia publicou um relatório nesta terça-feira (24) alegando que a França e o Reino Unido estariam planejando transferir armas nucleares para a Ucrânia. Moscou afirma que tais movimentações afetam o processo de negociações.

“Londres e Paris estão se preparando para armar Kiev com uma bomba nuclear. Acredita-se que a Ucrânia precise ser abastecida com uma ‘super-arma’. Kiev poderá exigir condições mais favoráveis ​​para o fim das hostilidades se possuir uma bomba nuclear ou, pelo menos, uma bomba ‘suja'”, diz o comunicado.

Segundo o serviço de inteligência russo, isso envolveria a transferência secreta de componentes, equipamentos e tecnologias europeias para a Ucrânia nessa área.

Ao comentar o relatório, o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, classificou a possível transferência de armas nucleares para Kiev como uma violação flagrante do direito internacional.

“Isso significa que certamente levaremos essa informação em consideração e a incorporaremos nas negociações em curso, pois se trata de uma informação potencialmente extremamente perigosa”, afirmou.

O porta-voz do Kremlin também explicou que a Rússia espera que o Reino Unido e a França levem em conta as conclusões do Serviço de Inteligência Estrangeiro russo.

Já o assessor presidencial, Yuri Ushakov, disse que a Rússia transmitirá aos Estados Unidos as informações sobre a possível aquisição de armas nucleares por Kiev.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também se manifestou, afirmando que está pronto para rejeitar firmemente qualquer tentativa de auxiliar Kiev na aquisição de armas nucleares.

De acordo com a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, até mesmo levantar a questão da transferência dessas armas para a Ucrânia é “categoricamente inaceitável e um passo altamente escalatório” que mina o regime de não proliferação nuclear.

Editado por: Nathallia Fonseca

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