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Preso, aliado de Vorcaro atenta contra a própria vida; Justiça mantém prisão do banqueiro e determina transferência para SP

Além de Vorcaro, foram presos o cunhado dele, Fabiano Zettel, o operador de segurança do banqueiro e um ex-policial

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Banco Master: esquema sob investigação envolve lavagem de dinheiro e manipulação de mercado | Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, operador de segurança do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, um dos presos na Operação Compliance Zero nesta quarta-feira (4), atentou contra a própria vida na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. A informação foi confirmada pela própria Polícia Federal, em nota publicada na tarde desta quarta.

Ainda segundo a nota, agentes da PF que estavam no local prestaram socorro a Mourão, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele foi encaminhado à rede hospitalar para avaliação e para atendimento médico.

Segundo a investigação, Mourão, apelidado de Sicário (que significa pessoa com sede de sangue ou assassino de aluguel), seria coordenador de uma milícia privada chamada “A Turma”, “responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”.

Em mensagens identificadas nos celulares apreendidos, é a Mourão que Vorcaro indicava desafetos a serem intimidados ou mesmo agredidos, como ex-empregados e jornalistas. Segundo a investigação, o colunista de O Globo, Lauro Jardim, estava no radar do grupo, por divulgação de informações sobre o esquema do Banco Master.

Prisão mantida

A Justiça Federal em São Paulo manteve a prisão preventiva de Vorcaro e do cunhado dele, Fabiano Zettel, e determinou que eles sejam encaminhados ao Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, na Grande São Paulo.

As prisões foram realizadas na manhã desta quarta-feira, como parte da terceira fase Operação Compliance Zero. Segundo a PF, o objetivo da ação foi impedir a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

Segundo a PF, integrantes do grupo comandado por Vorcaro acessaram sistemas restritos da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF) e de organismos internacionais como o FBI e a Interpol.

Vorcaro foi preso na casa dele. A defesa informou que o presidente do Banco Master “sempre esteve à disposição das autoridades” e “jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”.

“A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”, disseram os advogados.

Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025, quando tentava embarcar para a Europa em um avião particular, no aeroporto de Guarulhos. A PF afirmou que ele iria fugir do país.

Já Fabiano Zettel se entregou à PF horas depois. A defesa dele disse que “em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades”. Zettel foi um dos maiores doadores às campanhas de Jair Bolsonaro, à presidência, e Tarcísio de Freitas, ao governo de São Paulo, em 2022.

A operação também prendeu Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, integrante do grupo “A Turma” que, segundo a investigação, usou sua experiência e contatos para obter informações sigilosas e realizar vigilância de desafetos de Vorcaro.

A investigação apura um esquema de fraudes bilionárias que envolve lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.

Editado por: Rodrigo Gomes

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