Cultura periférica

Reggae na Praça celebra 12 anos de resistência e ocupa São Sebastião neste domingo (15)

Evento gratuito na Praça do Reggae reúne Dow Raiz e coletivos locais

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Programação aposta no passe livre para garantir acesso da juventude periférica
Programação aposta no passe livre para garantir acesso da juventude periférica | Crédito: Divulgação/Reggae na Praça

A Praça do Reggae, em São Sebastião (DF), volta a ser o centro da celebração e do fortalecimento da cultura periférica neste domingo (15), a partir das 16h20. O evento Reggae na Praça, que celebra 12 anos de história, faz parte da 2ª edição do Projeto Formação de Arte e Cultura nas Periferias e marca o retorno às origens em um espaço marcado pela força das radiolas e dos encontros de sound system.

Para Samuel Estrella, criador do evento e vocalista do grupo Calango Rasta, a trajetória iniciada em 2012, com o amparo da Lei Nacional do Reggae, transformou o festival em um pilar do gênero no Distrito Federal.

“O palco do festival acabou se tornando uma vitrine de altíssima qualidade, onde as principais bandas de reggae do Distrito Federal passaram, sempre fazendo um intercâmbio com artistas de fora com repercussão nacional”, analisou o organizador.

Direito à cidade e ao Passe Livre

A escolha do domingo para a celebração é uma decisão da organização para garantir que mais pessoas possam participar, já que é um dia em que a maioria não está trabalhando. Segundo Estrella, o objetivo é garantir que a juventude utilize o passe livre estudantil para chegar ao evento, superando a barreira financeira do transporte.

“A importância de manter um evento desse porte gratuito é, acima de tudo, garantir o direito à cidade e o acesso real à cultura para a nossa juventude”, afirmou Samuel, destacando que a localização da Praça do Reggae, em frente a uma parada de ônibus, facilita essa movimentação.

Território e identidade

Ocupar a Praça do Reggae é também um ato de reafirmação de identidade para a comunidade de São Sebastião. O nome do local, oficializado após anos de uso popular influenciado pelo transporte alternativo e por boates do gênero, tornou-se um símbolo da cena no DF. Para os organizadores, o festival colocou a cidade no mapa dos grandes circuitos culturais, gerando um sentimento de orgulho nos moradores.

“É um território onde a cultura periférica se impõe, cria raízes e mostra a sua força através da música e dos encontros”, completou Samuel. Além do impacto simbólico, o movimento é visto como uma oportunidade econômica que movimenta desde a moda até a culinária, transformando a praça em um local de sustento para diversas famílias.

Atrações e segurança

A edição deste ano apresenta um line-up diverso, começando pelo artista Dow Raiz, além das bandas Vibração do Cerrado, Itan e Experimental Dub convidando Julia Carvalho. O público também poderá conferir as apresentações de Rude Gyals, Hate RCT, Imagem de Rua e a Batalha do Riddim.

Além da música, o evento tem parceria com o Global Shapers Brasília para realizar uma campanha de prevenção à violência contra a mulher. A iniciativa busca combater o assédio e a importunação sexual, somando-se ao Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio para garantir um ambiente seguro.

O Reggae na Praça é uma parceria entre o coletivo Calangos Sound System e o programa Jovem de Expressão, que atua na Ceilândia promovendo o protagonismo juvenil, a saúde integral e a prevenção à violência.

Serviço

2ª edição – Formação de Arte e Cultura nas Periferias: Reggae na Praça

Data: domingo (15) 

Horário: 16h20 

Local: Praça do Reggae – São Sebastião (DF) 

Entrada gratuita

Mais informações nas redes sociais ou site do Reggae na Praça.


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Editado por: Clivia Mesquita

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