DIRETOS TRABALHISTAS

Professores do Paraná se mobilizam na recém criada Vigília da Educação por Justiça

APP-Sindicato define agenda de greve a partir do dia 23, caso não ocorram avanços nas negociações até o dia 20 de março

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Vigília da Educação por Justiça 16/03/2026
A categoria mostra que não vai aceitar menos que os seus direitos: data-base integral, descongelamento de quinquênios e anuênios e reposição salarial para os(as) aposentados(as). | Crédito: Foto: Agência Altvista /APP Sindicato

No último sábado (14), a categoria de professores e funcionários de escolas da rede pública estadual se reuniu em assembleia extraordinária convocada pela APP-Sindicato (Associação dos Professores do Paraná – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná). O principal encaminhamento foi a construção de uma agenda de mobilização até o dia 20 de março. Caso não haja avanço nas negociações com o governo, a categoria deu sinal verde para uma greve a partir do dia 23.

A decisão foi tomada após avaliação das mobilizações já realizadas e amplo debate sobre a necessidade de subir o tom das próximas ações.

Na manhã desta segunda-feira (16), a categoria organizou a Vigília da Educação por Justiça Salarial, que começou em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Já na terça-feira (17), a atividade será às 10h, em frente ao Palácio Iguaçu. Os educadores estarão mobilizados junto às demais categorias no Ato em defesa do Serviço Público convocado pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES).

Durante a manifestação, a presidenta do sindicato, Walkiria Mazeto, destacou “toda a pressão que temos feito, nas redes sociais, na recepção ao governador e ao secretário pelo estado, no diálogo com os deputados e deputadas”.

“As tratativas estão avançando, inclusive com a possibilidade de ajustes para garantir que os projetos de lei sejam enviados e votados na Alep [Assembleia Legislativa do Paraná] dentro do prazo eleitoral. Por isso, a nossa tarefa é continuar a pressão, fortalecendo nossa organização. Se o governo não apresentar avanços, a categoria vai parar. A greve é nosso último recurso e isso só depende do governo”, reforçou Mazeto.

“Se o governo não apresentar avanços, a categoria vai parar. A greve é nosso último recurso e isso só depende do governo”, afirmou a presidenta Walkiria Mazeto. | Crédito: Foto: Agência Altvista / APP Sindicato

As demandas da categoria

As principais reivindicações são: reposição anual das perdas inflacionárias (data-base); reforma da carreira com equiparação salarial para professoras e professores; correção das tabelas salariais e enquadramento por tempo de serviço da carreira dos funcionários e funcionárias da escola; reposição salarial para aposentados, além de aprovação da lei que garanta correção específica aos sem paridade, e fixação do desconto previdenciário somente para os aposentados acima do teto do INSS, de R$ 8.475,54.

Editado por: Nathallia Fonseca

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