Subiu para 66 o número de pessoas mortas na queda do avião militar no sudoeste da Colômbia na segunda-feira (23), segundo autoridades colombianas. Outras 57 pessoas ficaram feridas. No total, havia 128 pessoas a bordo.
As causas do acidente que ocorreu perto da fronteira com o Equador ainda não foram explicadas. A queda da aeronave, um C-130 Hércules, ocorreu pouco depois de decolar de Puerto Leguizamo. As equipes de resgate estão trabalhando no local e investigando as possíveis causas.
A aeronave fazia a rota Puerto Leguízamo-Puerto Asís. Transportando 11 tripulantes, o avião havia chegado do Comando de Transporte Aéreo Militar (Catam) em Bogotá horas antes e, em seguida, embarcaram na aeronave três pelotões com 115 soldados e dois policiais. Segundos após a decolagem, o avião caiu a aproximadamente 1,5 km do aeródromo.
Segundo o jornal El Tiempo, vários membros das tropas estavam saindo de licença e outros estavam chegando para substituí-los nas operações de segurança que acontecem na região.
Os exércitos da Colômbia e do Equador combatem cartéis de drogas que operam na área fronteiriça, onde foram registradas intensas atividades militares e bombardeios nas últimas semanas.
“A aeronave estava em condições de voo e a tripulação era devidamente qualificada”, disse o ministro da Defesa, Pedro Sánchez. Segundo ele, “não há indícios de um ataque por agentes ilegais”.
O ministro também explicou a origem das explosões publicadas em vídeos em redes sociais. “Como resultado do fogo da aeronave, parte da munição transportada pelas tropas detonou, o que corresponde ao que se ouve em alguns vídeos que circulam nas redes sociais.”
Segundo o veículo El Tiempo, alguns soldados saltaram para o lado antes do impacto, o que teria salvado a vida de agentes treinados para situações como esta.
Sánchez indicou que, “assim que a lista completa de feridos e mortos for confirmada, ela será divulgada”.
O comandante das Forças Armadas, General Hugo López, também lamentou o acidente. “Esta tragédia nos entristece profundamente e nos obriga a agir com total responsabilidade, humanidade e transparência. Desde o início, mobilizamos todos os nossos recursos para garantir a segurança da área, auxiliar os afetados e apoiar suas famílias. Diante desta situação, sou grato pela solidariedade da comunidade e pelos esforços coordenados de todas as instituições.”
A Procuradoria Criminal Militar e Policial designou o Delegado 24102 de Conhecimento para apurar as condições em que o acidente ocorreu.
Diante do alto número de mortos e feridos, a rede hospitalar de diversas partes do país foi ativada. Centros médicos e clínicas em Puerto Leguízamo e Puerto Asís, em Putumayo, prestaram atendimento às vítimas. Mais de 40 feridos foram internados no Hospital Militar de Bogotá; outras nove pessoas foram atendidas em Florencia, Caquetá.
“Estamos fazendo todo o possível para remover os soldados feridos. Atendemos 81 feridos”, disse, mais cedo, ao canal RCN, o secretário de governo de Puerto Leguízamo, Carlos Claros.
As primeiras evidências da gravidade do acidente vieram de moradores locais, cujos vídeos registraram uma densa coluna de fumaça. Antes mesmo da chegada das equipes oficiais, a própria comunidade iniciou o socorro, utilizando motos e carros particulares para transportar policiais feridos.
Com a chegada da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, as operações foram formalizadas e a área, isolada. O comandante do Comando de Combate Aéreo nº 6 deslocou-se de Bogotá, coordenando uma frota médica composta por aeronaves King Air, C-130, C-295 e um helicóptero UH-60.
O esforço foi reforçado por aeronaves adicionais do Exército e suporte terrestre da Marinha, garantindo a evacuação estratégica de todas as vítimas para centros de alta complexidade.
