MÚSICA & ARTES

Água Preta (PE) recebe primeira edição do Usina Jazz & Blues Festival

Primeira edição do evento contará com shows e inauguração de obra de arte interativa

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Usina de Arte vem se tornando um polo cultural de referência na Zona da Mata
Usina de Arte vem se tornando um polo cultural de referência na Zona da Mata | Crédito: Andrea Rego Barros/Divulgação

Entre esta sexta-feira (27) e o próximo domingo (29), a cidade de Água Preta, na Mata Sul de Pernambuco, recebe a primeira edição do Usina Jazz & Blues Festival, iniciativa da Usina de Arte que aposta na força do encontro entre linguagens musicais e expressões culturais para ampliar o circuito artístico no interior do estado. Com entrada gratuita e programação concentrada no prédio da antiga destilaria, o evento reúne shows, promove a circulação de artistas e ainda marca a inauguração de uma nova obra de arte contemporânea no parque, consolidando o espaço como um dos principais polos culturais fora da capital.

A proposta do festival nasce do reconhecimento das raízes compartilhadas entre o jazz e o blues, gêneros que se originam na experiência da diáspora africana e que, ao longo do tempo, se desdobraram em múltiplas vertentes musicais. Ao reunir artistas e bandas em torno dessas linguagens, o evento busca, além de celebrar esse legado, estimular novas conexões com a música brasileira e com o público da região.

A programação musical começa na sexta-feira (27), com show da Jazz Blues Band às 20 horas, seguido por Esquinas do Blues, que sobe ao palco às 21h30. No sábado (28), a noite tem início às 20 horas com Os Caras do Blues, e segue às 21h30 com a apresentação de Bella Schneider & Band. Já no domingo (29), o festival começa mais cedo, com Mallavoodoo às 18h, e encerra às 20h com a banda Clave de Fá.

Ao longo das três noites, os artistas convidados conduzem apresentações que destacam o caráter vivo do jazz e do blues, marcados pela improvisação, pela intensidade e pela possibilidade de diálogo direto com o público. No caso de Bella Schneider, a expectativa é de um show atravessado por emoção e liberdade musical, características centrais desses gêneros que seguem como base para grande parte da música contemporânea.

Encerrando a programação, a Clave de Fá reforça a importância de festivais como este para a formação de público e para a circulação de propostas autorais, especialmente fora dos grandes centros. A participação no evento amplia o alcance de criações que dialogam com o jazz, o blues e a música brasileira, fortalecendo a cena musical na região.

Além da música, o festival também se conecta com as artes visuais. Durante o evento, será inaugurada a obra “Óculo”, do artista Artur Lescher, instalada no parque da Usina de Arte. Produzida em aço inoxidável, a peça funciona como uma espécie de lente aberta para a paisagem, convidando o visitante a observar o entorno a partir de novos enquadramentos. Inspirada no elemento arquitetônico de mesmo nome, a obra propõe uma experiência de contemplação que relaciona memória, território e pertencimento.

Instalada em uma área de mais de 44 hectares, a Usina de Arte ocupa o espaço da antiga Usina Santa Terezinha e reúne atualmente dezenas de obras de artistas brasileiros e internacionais em meio a um parque botânico com mais de mil espécies vegetais. O projeto articula arte, meio ambiente e desenvolvimento local, com iniciativas que vão desde escola de música até laboratório de tecnologia, impactando diretamente a economia e a vida da comunidade do entorno.

Com o festival, a instituição reforça sua atuação como agente de transformação cultural na Mata Sul, criando novas possibilidades de acesso à arte e estimulando o turismo na região. Durante os três dias de programação, espaços como o Mercado dos Arcos também funcionam, contribuindo para a movimentação econômica local.

A visitação ao parque da Usina de Arte é gratuita e acontece diariamente, das 5h30 às 18h, consolidando o espaço como destino cultural e turístico na Zona da Mata pernambucana.

Editado por: Rostand Tiago

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