'Trégua frágil'

EUA e Irã definem negociadores para encontro sobre fim da guerra, diz Paquistão

Vice-presidente estadunidense JD Vance e presidente do Parlamento iraniano Mohammad Ghalibaf se reunirão no dia 10

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O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o vice-presidente dos EUA, JD Vance
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o vice-presidente dos EUA, JD Vance | Crédito: Reprodução/Instagram/@dr_mohammad_bagher_ghalibaf e @jdvance

Os governos dos Estados Unidos e do Irã definiram os nomes que vão liderar suas respectivas delegações nas negociações previstas para começar na próxima sexta-feira (10), em Islamabad, no Paquistão.

Segundo a agência de notícias iraniana Isna, a equipe de Teerã será encabeçada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, uma das principais figuras do regime que sobreviveu a pouco mais de um mês de guerra.

Já a delegação estadunidense deve ser chefiada pelo vice-presidente JD Vance, que abordou o assunto durante evento de um think tank em Budapeste, capital da Hungria, nesta quarta-feira (8).

“Os iranianos concordaram em reabrir o Estreito de Ormuz, e os Estados Unidos concordaram em suspender os ataques. Essa é a base da frágil trégua que temos agora”, declarou Vance, salientando que Trump “pediu para negociar de boa-fé”.

Já o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, conversou por telefone com o premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, e assegurou que Teerã participará das tratativas em Islamabad.

Os EUA apresentaram um projeto de acordo baseado em 15 pontos, e a República Islâmica enviou uma contraproposta composta de dez itens, definida por Trump como uma “base viável” para as negociações.

Dessa forma, Washington compromete-se, em princípio, a não cometer mais nenhuma agressão, a manter o controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz, a aceitar o enriquecimento de urânio, a suspender todas as sanções primárias e secundárias e a encerrar todas as resoluções do Conselho de Segurança e do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).

(*) com ANSA

Editado por: Opera Mundi
Conteúdo originalmente publicado em: Opera Mundi

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