GREVE

Magistério e servidores de Curitiba rejeitam proposta da Prefeitura e iniciam greve geral

Servidores de educação, saúde e assistência social paralisam atividades e cobram valorização da gestão Pimentel

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Greve dos Servidores Municipais de Curitiba (08/04/26).
Greve dos Servidores Municipais de Curitiba (08/04/26). | Crédito: Gibran Mendes / CUT PR

Milhares de trabalhadores marcharam da Praça 19 de Dezembro em marcha até o Centro Cívico, em frente à Prefeitura de Curitiba, em um dos movimentos mais amplos do funcionalismo municipal nos últimos anos.  

A greve dos servidores públicos de Curitiba começou nesta quarta-feira (8) com uma mobilização de grande escala. Estão organizadas as categorias vinculadas ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Curitiba (Sismuc), e ao Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac).  

A paralisação reúne servidores de diversas áreas como educação, saúde, assistência social, fiscalização e setores administrativos, além de aposentados. Nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), a adesão superou 90% das 240 unidades da rede. 

As principais reivindicações são a ampliação do vale-alimentação para todo o funcionalismo, o fim do desconto de 14% sobre aposentadorias e pensões, um plano de progressão de carreira abrangente e a realização de concursos públicos. A categoria aponta que a prefeitura dispõe de orçamento superior a R$ 4 bilhões em caixa e que o atendimento das demandas depende de decisão política. 

Ainda antes da paralisação, o magistério já havia sinalizado o impasse. Em assembleia realizada na terça-feira (7), quase 2,5 mil professores rejeitaram a proposta da Prefeitura de ampliação do percentual de vagas para progressão no programa de carreira, e incluindo o salto de nível para servidoras e servidores com mestrado e doutorado. A convocação foi feita em caráter de urgência após a gestão municipal enviar uma primeira oferta na tarde de domingo (6), durante a Páscoa. 

Na manhã desta quarta (8), a prefeitura apresentou uma nova proposta, ampliando o percentual de vagas para progressão no crescimento vertical e incluindo salto de nível para servidores com mestrado e doutorado, benefício previsto em lei, mas até então não implementado. O vale-alimentação, porém, ficaria para 2027, o que foi considerado insuficiente pela categoria. 

Segundo apontamento do Sismmac, a categoria está sem progressão de carreira há mais de uma década, que mestres e doutores recebem menos do que estagiários da própria Prefeitura e que as escolas operam com salas superlotadas e sem profissionais de apoio para educação inclusiva. 

Editado por: Luís Indriunas

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