EDUCAÇÃO PÚBLICA

Deputados debatem presente e futuro da UPE, na tarde desta terça-feira (14), no Recife

Seminário tem início às 14 horas, no centro do Recife, e visa debater caminhos para solucionar problemas da instituição

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Fachada da reitoria da Universidade de Pernambuco (UPE), no Recife.
Fachada da reitoria da Universidade de Pernambuco (UPE), no Recife. | Crédito: UPE/Divulgação

Nesta terça-feira (14), a partir das 14 horas, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) promove um seminário para debater a situação da Universidade de Pernambuco (UPE), seus problemas e apontar soluções. A universidade estadual possui 11 campi, do litoral ao Sertão, além do complexo hospitalar Oswaldo Cruz (HUOC) e sua comunidade tem se queixado de sucateamento. O debate acontece no auditório Ênio Guerra, no Anexo 2 da Alepe, que fica na rua da União, nº 397, bairro da Boa Vista, centro do Recife. Recomenda-se o uso de calça, vestido ou saia com comprimento até o tornozelo.

As críticas passam por edifícios ainda sem acessibilidade, sem manutenção adequada e cuja infraestrutura se encontra deteriorada; os educadores e técnicos se queixam que seus planos de cargos, carreiras e salários estão congelados e o quadro de servidores carece de mão de obra, já que não há concurso público desde 2019; e os estudantes criticam a suposta baixa quantidade de bolsas de permanência estudantil ofertadas pela instituição. Em resposta às demandas da comunidade universitária, foi criada a Frente Parlamentar em Defesa da UPE.

O evento na Alepe foi convocado pela Frente. Uma das suas integrantes é a deputada Rosa Amorim (PT), que afirma ter percorrido os campi escutando estudantes, técnicos e professores da instituição. “O diagnóstico que recebemos de docentes, servidores técnico administrativos e estudantes é unânime e preocupante: a UPE padece de uma defasagem histórica em comparação a outras universidades estaduais do país”, afirma Amorim, que classifica a UPE como um “motor de transformação social, científica e humana em Pernambuco”. “No entanto, para que ela continue cumprindo esse papel, precisamos encarar de frente os desafios estruturais que a asfixiam”, completa Rosa.

A UPE contava com mensalidades de R$ 100 até 2020, quando foi aprovada a gratuidade total. Mas a comunidade universitária se queixa que o Governo do Estado não tem feito o aporte necessário para substituir aquele recurso. Fundada em 1991, em substituição à antiga Fesp, a UPE possui hoje o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), no bairro de Santo Amaro, Recife, além dos campi na Benfica, Santo Amaro (ambos na capital) e Camaragibe, todos na região metropolitana; campi em Nazaré da Mata e Palmares, na Zona da Mata; campi em Caruaru e Garanhuns, no Agreste; e em Arcoverde, Serra Talhada, Salgueiro e Petrolina, no Sertão.

Editado por: Vinícius Sobreira

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