Imperialismo

Trump afirma que pode se concentrar em Cuba após o fim da guerra no Irã

Presidente voltou a criticar governo do país caribenho e reiterou intenção de manter as restrições energéticas

Presidente dos EUA Donald Trump participa de uma chamada com militares americanos de seu clube Mar-a-Lago, na Flórida, no Dia de Ação de Graças, em 27 de novembro de 2025, em Palm Beach, Flórida.
Presidente dos EUA Donald Trump participa de uma chamada com militares estadunidenses de seu clube Mar-a-Lago, na Flórida, em 2025 | Crédito: Pete Marovich/Getty Images/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13), na Casa Branca, que sua administração poderia “se concentrar em Cuba” assim que a guerra com o Irã chegasse ao fim. “É possível que façamos uma parada em Cuba depois de terminarmos isso”, disse.

Trump havia sido questionado sobre a decisão de sancionar qualquer nação que “venda ou forneça” petróleo ao país caribenho. O republicano reiterou sua intenção de manter as restrições energéticas impostas, embora, no final de março, tenha anunciado que avaliaria “caso a caso” os envios de combustível a Cuba.

Em seu tom habitual, Trump voltou a criticar a gestão do governo cubano, afirmando que o país “tem sido terrivelmente mal administrado há muito tempo”. Ao mesmo tempo, em um aceno à sua base eleitoral na Flórida, declarou: “E temos muitos cubano-americanos excelentes, a maioria dos quais votou em mim”.

“Defender a sagrada independência e soberania”

As novas declarações de Trump ocorrem poucos dias após o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, ter reiterado no domingo (12) que a ilha está disposta a negociar “sem pressões ou tentativas de intervenção dos Estados Unidos”.

Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC News — a primeira entrevista concedida pelo presidente cubano a uma emissora de televisão norte-americana — Díaz-Canel expressou disposição para manter um diálogo “respeitoso” com os Estados Unidos.

“Como amantes da paz e da justiça social, da vida e da alegria, os cubanos estão sempre dispostos ao diálogo respeitoso e prontos para defender a sagrada independência e soberania”, afirmou o presidente.

No entanto, ele alertou que Cuba está preparada para um eventual ataque dos Estados Unidos. Disse que a responsabilidade dos líderes do país implica “a convicção de estar disposto a dar a vida pela Revolução” e “pela causa” que defendem.

“Nos defenderemos e, se for preciso morrer, morreremos”, reforçou, ao afirmar que, caso Washington ataque o país, Cuba irá se defender.

“Se isso acontecer, haverá combates, haverá luta; nos defenderemos e, se tivermos que morrer, morreremos, porque, como diz nosso hino nacional: ‘Morrer pela pátria é viver’”, declarou.

O presidente cubano afirmou ainda que a população estaria preparada para resistir a uma agressão externa, insistindo na disposição para a defesa nacional em caso de conflito. Além disso, sustentou que não há justificativa para uma intervenção militar dos Estados Unidos, nem para ações como uma “operação cirúrgica” ou o “sequestro de um presidente”, em referência a possíveis cenários de pressão ou mudança de regime.

Editado por: Thaís Ferraz

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