O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13), na Casa Branca, que sua administração poderia “se concentrar em Cuba” assim que a guerra com o Irã chegasse ao fim. “É possível que façamos uma parada em Cuba depois de terminarmos isso”, disse.
Trump havia sido questionado sobre a decisão de sancionar qualquer nação que “venda ou forneça” petróleo ao país caribenho. O republicano reiterou sua intenção de manter as restrições energéticas impostas, embora, no final de março, tenha anunciado que avaliaria “caso a caso” os envios de combustível a Cuba.
Em seu tom habitual, Trump voltou a criticar a gestão do governo cubano, afirmando que o país “tem sido terrivelmente mal administrado há muito tempo”. Ao mesmo tempo, em um aceno à sua base eleitoral na Flórida, declarou: “E temos muitos cubano-americanos excelentes, a maioria dos quais votou em mim”.
“Defender a sagrada independência e soberania”
As novas declarações de Trump ocorrem poucos dias após o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, ter reiterado no domingo (12) que a ilha está disposta a negociar “sem pressões ou tentativas de intervenção dos Estados Unidos”.
Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC News — a primeira entrevista concedida pelo presidente cubano a uma emissora de televisão norte-americana — Díaz-Canel expressou disposição para manter um diálogo “respeitoso” com os Estados Unidos.
“Como amantes da paz e da justiça social, da vida e da alegria, os cubanos estão sempre dispostos ao diálogo respeitoso e prontos para defender a sagrada independência e soberania”, afirmou o presidente.
No entanto, ele alertou que Cuba está preparada para um eventual ataque dos Estados Unidos. Disse que a responsabilidade dos líderes do país implica “a convicção de estar disposto a dar a vida pela Revolução” e “pela causa” que defendem.
“Nos defenderemos e, se for preciso morrer, morreremos”, reforçou, ao afirmar que, caso Washington ataque o país, Cuba irá se defender.
“Se isso acontecer, haverá combates, haverá luta; nos defenderemos e, se tivermos que morrer, morreremos, porque, como diz nosso hino nacional: ‘Morrer pela pátria é viver’”, declarou.
O presidente cubano afirmou ainda que a população estaria preparada para resistir a uma agressão externa, insistindo na disposição para a defesa nacional em caso de conflito. Além disso, sustentou que não há justificativa para uma intervenção militar dos Estados Unidos, nem para ações como uma “operação cirúrgica” ou o “sequestro de um presidente”, em referência a possíveis cenários de pressão ou mudança de regime.
