jornada de lutas

Marcha da Classe Trabalhadora defende redução de jornada de trabalho e fim da escala 6×1

Documento apresenta 68 reivindicações ao governo federal; ato acontece nesta quarta-feira (15)

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Classe trabalhadora se mobiliza para pressionar Congresso conservador por aprovação de pautas
Classe trabalhadora se mobiliza para pressionar Congresso conservador por aprovação de pautas | Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Brasília recebe, nesta quarta-feira (15), a Marcha da Classe Trabalhadora, uma mobilização unitária organizada pelas centrais sindicais que reunirá militantes de todas as regiões do país.

O evento tem como objetivo central a entrega da Pauta da Classe Trabalhadora ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos seus ministros. O documento estabelece as prioridades do movimento sindical para orientar mobilizações e ações institucionais nos próximos anos.

A programação começa às 8h, com concentração no estacionamento do Teatro Nacional. A partir das 9h, será realizada a plenária da Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat), momento em que as lideranças sindicais devem aprovar formalmente as diretrizes e reivindicações do movimento.

A saída da marcha rumo à Esplanada dos Ministérios está prevista para às 11h. Após o ato, a agenda também deve ser entregue aos presidentes da Câmara, do Senado e do Poder Judiciário.

Demandas por direitos e justiça social

A pauta deste ano é composta por 68 itens que refletem a conjuntura atual e as necessidades da classe trabalhadora. Entre os pontos de maior destaque estão a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6×1, que estava entre as reivindicações do ano passado. 

O presidente Lula disse que pretende enviar ainda esta semana o PL do fim da escala 6×1 para a Câmara dos Deputados em caráter de urgência. A ideia é acelerar a tramitação da proposta, que atualmente está em análise como PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Os manifestantes também cobram a regulamentação do trabalho por aplicativos e o fortalecimento das negociações coletivas para diversas categorias. O documento também aborda o enfrentamento ao feminicídio e o combate à “pejotização” irrestrita. 

No setor público, a mobilização denuncia o enfraquecimento do Regime Jurídico Único (RJU) e reivindica o direito de negociação coletiva para servidores, conforme previsto na Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O movimento sindical avalia que o diálogo com o governo federal tem sido produtivo, com cerca de 70% da pauta anterior implementada ou em tramitação no Congresso Nacional. Entre as conquistas recentes citadas estão a correção da tabela do Imposto de Renda, valorização do salário mínimo e igualdade salarial entre homens e mulheres.

Serviço

Marcha da Classe Trabalhadora 2026 

Data: quarta-feira (15) 

Horário: a partir das 8h

Local: estacionamento do Teatro Nacional

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Editado por: Clivia Mesquita

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