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‘Texto atual do PLP 152 legaliza a precarização’, diz liderança de motoristas por aplicativo

JR Freitas explica quais os principais pontos que têm incomodado a categoria

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Motoristas e entregadores por aplicativo realizam mobilização contra o PLP 152 | Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 152 continua avançando no Congresso e o tensionamento entre os interesses dos trabalhadores por aplicativo e empresários do setor vai se agravando. O texto deveria servir para determinar a regulamentação entre direitos e deveres dessa relação. Contudo, os trabalhadores se mobilizaram e ameaçaram uma paralisação geral, o que fez com que o relator do projeto, deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE), adiasse a votação. Nesta terça-feira (14), motoristas e entregadores se reuniram em protesto na Praça Charles Miller contra pontos que, para eles, representam retrocesso.

Um dos pontos que gerou mais críticas é a exigência de antecedentes criminais para se cadastrar nessas plataformas. Mas os problemas não param por aí. JR Freitas, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Direito, afirma que o atual texto legaliza a precarização.

“No relatório do Augusto Coutinho, tinham pontos razoáveis e, inclusive, a gente estava tentando dialogar com ele. De repente, houve uma reunião com os empresários donos dos aplicativos com a presença do Hugo Motta [presidente da Câmara] e, disso, saiu uma nova versão do relatório que parece ter saído de dentro de escritórios dos aplicativos. Entre os pontos que tiraram foi o valor por quilômetro. Ele é importante porque se você tem R$ 8,50 até quatro quilômetros, os quilômetros adicionais não estiverem especificados, significa que a empresa pode dizer: ‘Ah, vou pagar R$ 0,50′”, explica Freitas.

“Outro ponto são os OLs, que são os operadores logísticos. A gente crê que esse tipo de modalidade é CLT, porque ele determina onde você trabalha e o horário que você trabalha e isso caracteriza vínculo empregatício”, critica.

Sobre os antecedentes criminais, JR Freitas define como “absurdo”. “Achamos que esse ponto estava pacificado e seria retirado, mas foi mantido. Eles não podem impedir que as pessoas que já pagaram a pena possam voltar a sociedade e viver a sua vida”, aponta.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Luís Indriunas

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