Nesta sexta e sábado (17 e 18), o Recife recebe uma programação gratuita que aproxima ciência, arte e debate ambiental ao reunir pesquisadores brasileiros e espanhóis no Museu Cais do Sertão, em uma jornada dedicada à Antártica. A iniciativa “Cooperação Antártica entre Brasil e Espanha: um olhar para o futuro” propõe discutir os desafios da pesquisa polar e a urgência da preservação de um dos ecossistemas mais sensíveis do planeta, além de oferecer ao público uma exposição fotográfica e a exibição de um documentário sobre o tema.
Promovido pela Embaixada da Espanha no Brasil, pelo Programa Antártico Brasileiro e pelo Instituto Cervantes do Recife, o evento acontece durante a escala técnica do navio oceanográfico espanhol BIO Hespérides na capital pernambucana. A programação busca fortalecer o intercâmbio científico entre os dois países e destacar a importância da cooperação internacional na produção de conhecimento e na proteção ambiental.
A abertura, na sexta-feira (17), começa às 17 horas com a inauguração da exposição “Imensidão Branca – Antártica”, do fotógrafo João Paulo Barbosa. A mostra reúne imagens que evidenciam tanto a grandiosidade quanto a fragilidade do continente, convidando à reflexão sobre mudanças climáticas e conservação ambiental. Em seguida, às 18h30, uma mesa-redonda reúne especialistas para debater experiências no território antártico e os desafios da preservação.
No sábado (18), a programação tem início às 17h com a exibição do documentário “Santuário”, dirigido por Álvaro Longoria e estrelado por Javier Bardem e Carlos Bardem. O filme acompanha a campanha internacional pela criação de um santuário marinho no Oceano Antártico e evidencia a articulação entre ciência, política e mobilização social. Após a sessão, às 18h15, um novo debate com especialistas amplia a discussão sobre pesquisa polar e preservação ambiental.
Entre os participantes das mesas estão o contra-almirante Robledo de Lemos Costa e Sá, gerente do PROANTAR, o comandante Fernando J. Moliné Juste, do BIO Hespérides, o professor Moacyr Araújo, da Universidade Federal de Pernambuco, e a professora Ana Paula Prates, do Ministério do Meio Ambiente. Cada um apresenta avanços, desafios e perspectivas de suas áreas, seguidos de diálogo com o público.
Com mais de três décadas de experiência em expedições científicas, João Paulo Barbosa também atua como mediador dos debates, contribuindo com sua vivência em ambientes extremos como a Antártica, a Amazônia e o Himalaia. A jornada reforça o papel estratégico da cooperação entre Brasil e Espanha na pesquisa antártica e evidencia como o intercâmbio científico é fundamental para compreender os impactos das mudanças climáticas e preservar ecossistemas essenciais para o equilíbrio global.
A exposição segue em cartaz até o dia 4 de junho de 2026. A entrada é gratuita, sujeita à lotação, e as inscrições podem ser realizadas on-line pelo formulário .
