A duas semanas do Festival do Trabalhador e da Trabalhadora, no 1º de Maio, a reportagem do Brasil de Fato RS esteve no centro de Porto Alegre para conversar com pessoas que estavam pelas ruas ganhando o sustento para suas vidas.
Encontramos diversos tipos de trabalhadores (as): ambulantes, andarilhos, autônomos, pejotas e empregados. Com aqueles que conversamos, buscamos entender suas formas de trabalho, horas que passavam nas ruas, jornadas semanais e de qual forma aquela realidade sustentava suas vidas.

Ao abordar os trabalhadores e trabalhadoras pelas ruas, logo o primeiro contato já nos dizia muito. Alguns abriam sorriso e carregavam brilho nos olhos. Estavam felizes de estarem produzindo, gerando renda e prestando serviços. Traziam no corpo e no olhar uma visível gratidão e tranquilidade em estarem ali.





Nossa reportagem percebeu que os trabalhadores que aparentavam estar mais leves no seu serviço eram aqueles que levavam consigo pelo menos uma de duas bases fundamentais: a segurança além daquela renda gerada ali nas ruas (como aposentadoria ou algum bem de valor) ou então a liberdade de escolher seus horários de trabalho.

Por outro lado, conhecemos realidades de pessoas que vivem jornadas de trabalho enormes enquanto trabalhadores autônomos. Cidadãos que precisam estar na rua mais de 12 horas por dia, 6 dias por semana e, geralmente, sem nenhuma garantia de conseguir fornecer o sustento básico seu e de sua família. Esses traziam um olhar penoso e uma timidez que os escondia atrás do fardo que levavam. A maioria nem quis ser retratada por nossa reportagem.

Uma das pautas trazida pelo movimento sindical para este 1º de Maio é o fim da escala 6×1. As centrais sindicais e os sindicatos defendem também a redução da jornada de trabalho, o combate à pejotização e a defesa dos serviços públicos, assim como o fim dos feminicídios.









