PAZ FRÁGIL

Hezbollah nega participação em ataque que matou soldado francês da ONU do Líbano

Após ataque neste sábado (18), presidente francês, Emmanuel Macron alegou que grupo libanês seria principal suspeito

Militares da Unifil patrulham área no sul do Líbano
Militares da Unifil patrulham área no sul do Líbano | Crédito: MAHMOUD ZAYYAT / AFP

O Hezbollah negou as acusações de que seria o responsável por ataques que aconteceram na manhã deste sábado (18) no sul do Líbano contra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). Um militar francês foi morto e outros três ficaram feridos.

Eles faziam uma operação para remover artefatos explosivos no momento do ataque.

O ataque contra as forças de paz da ONU acontece durante uma trégua de dez dias acordada entre Israel e Líbano na última quinta-feira (16).

O presidente francês, Emmanuel Macron, identificou a vítima fatal como o sargento-chefe Florian Montorio, do 17º Regimento de Engenharia Paraquedista de Montauban. O chefe do Executivo francês também apontou o Hezbollah como principal suspeito. A própria Unifil chegou a indicar o Hezbollah como o provável “agente não estatal” por trás da ação.

Em sua emissora de TV, a al-Manar TV, o Hezbollah divulgou um comunicado em que afirma estar “surpreso pelas posições que se apressaram para acusar indiscriminadamente”, e disse que as mesmas partes que acusam agora se calam quando Israel ataca as forças da Unifil.

Em comunicado, a Unifil afirmou que já abriu investigação sobre o caso. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, também ordenou investigação imediata e condenou o ataque.

Editado por: Raquel Setz

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