As autoridades iranianas anunciaram neste sábado (18) a retomada de restrições no acesso ao Estreito de Ormuz. Segundo o governo iraniano, a decisão foi tomada porque os EUA mantiveram bloqueio aos portos do Irã.
De acordo com Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central do Irã, o governo de Donald Trump cometeu “atos de pirataria e sabotagem marítima”. “Até que os EUA restabeleçam a liberdade completa de navegação para embarcações de uma origem iraniana até seu destino, e do destino de volta para o Irã, a situação no estreito de Ormuz vai permaecer estritamente controlada e no seu estado anterior”, afirma comunicado divulgado pela imprensa estatal do Irã.
A decisão reverte o anúncio de reabertura do estreito, divulgado nesta sexta-feira (17). Durante a reabertura, Ormuz chegou a registrar movimentação de petroleiros.
O Ministério das Relações Exteriores da Índia afirmou que duas embarcações de bandeira indiana carregando petróleo bruto foram atacadas no estreito. O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido também informou que recebeu o aviso de que um navio do país foi alvejado por barcos que, segundo o centro, são ligados à Guarda Revolucionária do Irã.
O novo impasse coloca em xeque o cessar-fogo entre EUA e Irã, marcado para durar até a próxima quarta-feira (22). No entanto, as negociações entre os dois países não avançam. Enquanto isso, o presidente estadunidense, Donald Trump, afirma que vai manter a artilharia naval no canal, o que desagradou o governo iraniano.
Segundo autoridades iranianas, navios foram avisados de que não estão autorizados a cruzar a região, e a passagem permanecerá sob forte controle das Forças Armadas enquanto não houver garantia de livre circulação de embarcações iranianas. A rota é considerada estratégica, por concentrar cerca de 20% da passagem do petróleo mundial.
