A prefeitura de Belém decretou estado de emergência devido aos fortes temporais que atingiram a cidade no domingo (19). De acordo com a gestão, foram contabilizados 150 milímetros em menos de 24 horas, “uma das chuvas mais intensas dos últimos dez anos”.
De acordo com a Defesa Civil, um conjunto de medidas está sendo implementado, junto com o apoio do Corpo de Bombeiros. “As ações incluem reforço nos abrigos, atendimento às famílias atingidas, limpeza de canais e bueiros, além de intervenções emergenciais nos pontos de alagamento”, diz, em nota.
Segundo a prefeitura, “além da força-tarefa que atua no combate aos alagamentos registrados, há um ponto ativo de coleta de doação na Aldeia Amazônica, bairro da Pedreira, onde podem ser entregues itens de higiene, cestas básicas, alimentos não perecíveis e roupas”.
Paralelamente, o Ministério Público Federal (MPF) enviou ofícios ao prefeito de Belém, Igor Normando, e à governadora do Pará, Hana Ghassan, ambos do MDB, cobrando medidas emergenciais para proteger a população de rua das tempestades. Os procuradores Rafael Martins da Silva e Sadi Flores Machado requisitaram a abertura imediata de prédios públicos, como ginásios e escolas, para servirem de abrigos provisórios.
O órgão alerta para riscos iminentes de hipotermia e doenças respiratórias, destacando que a crise atual acentua um déficit de vagas que já é alvo de ação civil pública contra o Município, o Estado e a União. De acordo com o despacho dos procuradores, “as chuvas intensas no Pará têm tornado a vulnerabilidade ainda mais crítica”.
O temporal, que persistiu por cerca de 26 horas, causou sérios transtornos urbanos. Uma mangueira de 12 metros caiu na Avenida Pedro Miranda, atingindo a rede elétrica e deixando mais de 5 mil famílias sem energia. O Corpo de Bombeiros precisou aguardar o desligamento da fiação, que chegou a pegar fogo, para realizar a remoção.
Na Estrada da Ceasa, outra árvore bloqueou o tráfego, sendo parcialmente removida por moradores antes da chegada das autoridades. O bairro Terra Firme foi o mais castigado, mas pontos críticos também foram registrados no Jurunas, Icoaraci, Tapanã e outros distritos da capital.
