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Fim da escala 6×1 não é uma questão de governo, é um ‘projeto civilizatório’, avalia cientista político

Rudá Ricci acredita que mudança na jornada tem urgência muito maior do que qualquer demanda eleitoral

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As pessoas que vivem do trabalho querem mais tempo de vida.
A inteligência artificial pode criar novas profissões. Isso é possível. O que ela não fará sozinha é democratizar seus benefícios | Crédito: Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A proposta do Executivo pelo fim da escala 6×1 já está no Congresso Nacional e, embora de importância fundamental, é um tema muito atrelado ao governo federal e, por essa razão, pode haver uma força contrária.

Essa é a avaliação do cientista político Rudá Ricci, que considera essa movimentação importante porque envolve diretamente a população trabalhadora.

“O problema da entrada dessa pauta no Congresso é que ela tem uma marca muito governista e essa não é uma pauta governista, não é uma pauta de eleição, é uma pauta de de projeto civilizatório. Nós, com tanta tecnologia, com tanto aumento de produtividade, temos que ter mais tempo com a nossa família, com as pessoas com quem temos relação, afetividade. Isso é viver. A gente trabalha para viver e eu acho que esse é o problema da agenda”, critica.

Para Ricci, é muito importante pautar esse tema a nível nacional, porque é uma oportunidade de mostrar, ainda mais em ano eleitoral, quem está do lado do trabalhador. Além disso, o debate qualificado tem o poder de dirimir mentiras a respeito do fim da escala 6×1. “A questão de que nós podemos causar desemprego com essa pauta foi o mesmo discurso do fim da escravidão, ou quando se implantou o salário mínimo ou quando se teve lei para a sindicalização no Brasil. Então é sempre uma discussão de que o trabalhador vai perder se ele tiver mais direito. É uma contradição absurda, mas quando nós temos o empresariado mais atrasado do mundo, é evidente que esse discurso sempre vai voltar”, pontua. 

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Thaís Ferraz

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