Educação

Maricá inclui mandarim na rede pública e amplia proposta de ensino trilíngue

Escola incorporou atividade extracurricular ao currículo e prefeitura projeta expansão da experiência

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Crianças estão sentadas em carteiras em sala de aula enquanto acompanham as lições no quadro branco
Prefeitura escolheu uma escola para iniciar experiência do mandarim incorporado ao currículo

Uma experiência ainda pouco comum na educação pública brasileira começou a ganhar espaço na rede municipal de Maricá: o ensino de mandarim integrado à grade curricular. A iniciativa, que até então funcionava como atividade extracurricular, passou a fazer parte do ensino regular em 2026 dentro de um modelo trilíngue que reúne português, inglês e o idioma asiático.

O projeto é desenvolvido no Centro de Ensino Público de Tempo Integral (CEPT) Leonel de Moura Brizola, em Itaipuaçu, e surgiu a partir de um programa piloto estruturado no segundo semestre de 2025. Desde então, os estudantes passaram a ter contato mais frequente não apenas com a língua, mas também com aspectos da cultura chinesa, em atividades que incluem dança, caligrafia e outras práticas culturais.

Na rotina da escola, o aprendizado de um novo idioma aparece também como possibilidade de futuro. Aluno do 9º ano, Pedro Henrique Cardoso, de 14 anos, diz que o contato com o mandarim despertou o interesse em conhecer outros países. “Aprender uma nova língua abre muitas portas, como viagens, empregos e bolsas de estudo. Além disso, as danças chinesas me ajudam a ficar mais calmo no dia a dia”, conta.

A estudante Michele Ferreira de Mendonça, de 13 anos, também projeta novos caminhos a partir da experiência. “Quero conhecer a China e entender melhor essa cultura. O mandarim me fez pensar no meu futuro e até em seguir carreira em Relações Internacionais”, afirma.

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Resultados e expansão

Os primeiros resultados do projeto apareceram ainda em 2025. Dos 47 participantes da rede municipal que realizaram o exame internacional de proficiência em mandarim HSK 1, cerca de 80% foram aprovados. A prova foi aplicada por avaliadores do Instituto Confúcio, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

O desempenho foi interpretado pela rede municipal como indicativo de consolidação da proposta, que agora entra em uma nova fase com a inclusão formal do idioma na matriz curricular.

Segundo o secretário de Educação, Rodrigo Moura, a iniciativa está ligada a um movimento mais amplo de internacionalização do ensino. “A proposta amplia horizontes e estimula processos criativos, além de preparar os estudantes para um contexto global. A ideia é que essa experiência avance para outras unidades da rede”, afirmou.

A meta da gestão municipal é expandir gradualmente o modelo trilíngue para outras escolas, ampliando a oferta de idiomas e consolidando a iniciativa como política pública educacional.

Integração com outras iniciativas

O projeto faz parte do Programa Municipal de Educação em Tempo Integral e dialoga com ações voltadas ao ensino de línguas e intercâmbios culturais. Atualmente, o município já conta com escolas que oferecem outros idiomas, como inglês, espanhol, francês e alemão, em parceria com instituições internacionais.

Além das aulas, a proposta inclui formação de professores e aproximação com outros países. Em 2025, educadores da rede participaram de atividades de capacitação na China, e a unidade passou a contar com professores nativos.

A expectativa é que o contato com diferentes idiomas e culturas contribua para ampliar o repertório dos estudantes e criar novas possibilidades acadêmicas e profissionais.

Editado por: Juliana Passos

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