Nesta quinta-feira (23), o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Lula (PT), Guilherme Boulos, abriu a Feira da Cidadania, na Escola Cidadã Integral Técnica Mestre Sivuca, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Durante uma entrevista coletiva, ao ser indagado pelo jornalista Fernando Patriota “por que alguns meios de comunicação continuam apoiando o bolsonarismo?” — um movimento político de extrema direita brasileira, consolidado em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro e conhecido por defender a ditadura militar e atacar, abertamente, políticas públicas e segmentos fundamentais para a permanência efetiva da democracia.

Em sua resposta, Boulos foi enfático: “É lamentável que, depois de Bolsonaro ter tratado jornalistas como tratou, tratado a imprensa como tratou, ainda tenha gente que aposta em qualquer tipo de atitude democrática moderada vinda do bolsonarismo. Não existe isso. Não existe bolsonarismo moderado. Não existe bolsonarismo democrático. O bolsonarismo é o que de pior a política brasileira produziu”.
Guilherme Castro Boulos é professor, psicanalista, escritor, ativista e político brasileiro, filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (Psol). Também é deputado federal pelo estado de São Paulo, encontrando-se licenciado. Tudo indica que Boulos deve deixar o Psol e se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT), sendo cotado como um dos principais nomes à Presidência da República em 2030, com total apoio de Lula.
Também perguntado sobre o veto integral do presidente Lula ao Projeto de Lei 2.162/2023 — conhecido como PL da Dosimetria —, o ministro disse: “O que tenho a dizer é que o presidente Lula vai trabalhar para manter o veto da dosimetria, porque quem tentou dar golpe de Estado no país não merece nem anistia nem redução de pena. Merece pagar pelos seus crimes, é disso que se trata”, disse Boulos.
“Eu represento o governo do presidente Lula. Hugo Motta é o presidente da Câmara dos Deputados. É natural que você tenha momentos em que a posição do Executivo e do Legislativo não seja a mesma. Você tem enfrentamentos, tem confronto, isso é parte da democracia”, acrescentou o ministro, que está percorrendo o Brasil com ações sociais e de cidadania.

Ainda na quinta-feira, às 9h30, aconteceu o ato de abertura da Feira da Cidadania, na Escola Cidadã Integral Técnica Mestre Sivuca, no bairro de Mangabeira. A ação integra o programa “Governo do Brasil na Rua”, que reúne diversos serviços públicos em um único espaço, como emissão de documentos, atendimentos de saúde, orientação social e acesso a programas governamentais. A expectativa, segundo os organizadores, é facilitar o acesso da população a direitos básicos.
Estratégia – A visita de Boulos a João Pessoa marca um momento estratégico de diálogo com lideranças locais, movimentos sociais e representantes do poder público, com o objetivo de alinhar políticas nacionais às demandas específicas da região. Entre encontros institucionais e atividades públicas, Boulos busca reforçar compromissos com habitação, inclusão e sustentabilidade, temas que têm ganhado destaque no cenário político recente.
