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Após sucesso de público, ‘Auto da Compadecida – Uma Farsa Modernesca’ ganha nova temporada no Recife

Espetáculo propõe uma releitura contemporânea do clássico de Ariano Suassuna, um dos principais da dramaturgia nacional

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Releitura do clássico de Suassuna faz nova temporada
Releitura do clássico de Suassuna faz nova temporada | Crédito: JP Lima/Divulgação

Entre essa sexta-feira (24) e domingo (26), o espetáculo Auto da Compadecida – Uma Farsa Modernesca volta a ser apresentado no Recife após uma temporada de estreia com sessões lotadas. As apresentações acontecem no Teatro Apolo, às 19 horas, na sexta e sábado, e às 17 horas, no domingo. Os ingressos à venda pela plataforma Sympla, custando R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia).

Inspirada na obra de Ariano Suassuna, a montagem propõe uma releitura contemporânea do clássico da dramaturgia nacional, mantendo seu caráter popular e incorporando questões atuais como desigualdade social, fé, sobrevivência e as relações entre poder e justiça. A temporada também marca, simbolicamente, o início das celebrações pelo centenário de nascimento do autor, a ser comemorado em 2027.

Na nova encenação, João Grilo e Chicó são apresentados como figuras de resistência, evidenciando a inteligência e a capacidade de reinvenção diante das adversidades. A dupla reforça a representação de um Nordeste plural e criativo, que utiliza o humor como forma de crítica social.

Assumidamente modernesca, a montagem aposta no exagero e no riso como ferramentas narrativas. O figurino e o visagismo dialogam com a estética da cultura popular nordestina a partir de uma leitura atual, reafirmando a permanência e a atualidade de “Auto da Compadecida”, obra que, mesmo após décadas de sua criação, continua provocando reflexão e diálogo com o Brasil contemporâneo.

Com direção de Célio Pontes e Eron Villar, o espetáculo investe em uma encenação dinâmica, com humor afiado e comunicação direta com o público. O projeto nasce de um processo coletivo que reúne artistas interessados em um teatro que provoque reflexão sem abrir mão do entretenimento. Pontes, que também assina direção de arte, figurino e identidade visual, define a criação como uma construção que ressignifica a tradição a partir de elementos contemporâneos.

O diretor tem uma relação de longa data com a peça, tendo participado de uma montagem anterior realizada em Pernambuco que ficou em cartaz por 20 anos, entre 1992 e 2012. Dessa experiência, retornam aos palcos os atores Sóstenes Vidal e Williams Sant’anna, nos papéis de João Grilo e Chicó, além de Cleusson Vieira. O elenco reúne ainda nomes como Clenira Melo, Simone Figueiredo, Alexandre Sampaio, Carlos Lira e Mário Miranda, ao lado de jovens artistas como Douglas Duan, Gil Paz, Paula Tássia e Thiago Gondim.

Editado por: Rostand Tiago

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