Julgamento realizado nesta quinta-feira (23) no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) trouxe novos desdobramentos no processo da Operação Drácon, que envolve a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e outros réus investigados por suposto esquema de liberação irregular de emendas parlamentares para a área da saúde.
A sessão realizada na 3ª Turma Criminal do TJDFT analisou um recurso interno ligado ao andamento do processo e decidiu, por unanimidade, rejeitar o pedido apresentado pela defesa. A decisão foi de caráter processual e não tratou diretamente do mérito das acusações.
Com isso, o caso segue em tramitação na Justiça do DF, ainda sem definição final sobre eventual responsabilização dos envolvidos.
Além de Celina Leão, também respondem à ação o deputado federal Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos), o ex-deputado distrital Cristiano Araújo (MDB) e o ex-deputado Bispo Renato Andrade (PL).
Entenda o caso
Os investigados são acusados de participação em suposto esquema de cobrança de propina para liberação de emendas parlamentares destinadas à compra de leitos de UTI entre os anos de 2015 e 2016, período em que Celina Leão presidia a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
Em outra frente judicial, os réus já haviam sido absolvidos anteriormente da acusação de corrupção passiva. O futuro político de Celina Leão está diretamente ligado ao desfecho do caso.
Em caso de condenação em segunda instância por improbidade administrativa, ela pode ser enquadrada na Lei da Ficha Limpa, ficando impedida de disputar as eleições.
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