Mulheres de diversos estados participaram, em Brasília, do Seminário Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio e pela Saúde Mental das Mulheres nas Periferias. As discussões se aprofundaram em temas como violência, desigualdade social e sobrecarga do trabalho de cuidado como parte da programação do 3º Encontro Nacional de Mulheres da Central de Movimentos Populares (CMP).
O encontro reuniu 170 participantes de 20 estados com o compromisso de transformar as propostas debatidas em ações concretas nos territórios. Além disso, marcou a retomada da articulação nacional do coletivo após quase três décadas do último, realizado em 1998.
Mesas e oficinas pautaram temas como violência e política de gênero, política dos cuidados, saúde mental e o fortalecimento do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio.
O encontro apontou a necessidade de avançar na construção de uma política nacional de cuidados, com financiamento público e ampliação de equipamentos como creches e serviços de apoio, além da promoção de uma divisão mais justa dessas responsabilidades entre homens e mulheres.
A abertura contou com a participação de Andreza Romano e Miriam Hermógenes, pela CMP, além de representantes de diferentes organizações e instituições, como Cristiane Santos, do Ministério da Saúde; Sandra Kennedy, do Ministério das Mulheres; Carli Sena da Cunha, da Marcha Mundial das Mulheres; Elisa Estronioli, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); Melissa Vieira, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e da Marcha das Margaridas; e Raimundo Bonfim, da Secretaria-Geral da Presidência da República.
No marco da plenária final, Andreza Romano foi eleita como nova coordenadora nacional do Coletivo de Mulheres da CMP. Ela reforçou o compromisso com a reeleição do presidente Lula (PT) para avançar na conquista de direitos para as mulheres.
“O cenário eleitoral é decisivo: pode ampliar ou restringir direitos, fortalecer políticas públicas ou aprofundar a misoginia. Por isso, é urgente que toda a sociedade se envolva nesse projeto de transformação, para garantir que todas as mulheres tenham suas vidas protegidas”, declarou.
Apoie a comunicação popular no DF:
Faça uma contribuição via Pix e ajude a manter o jornalismo regional independente. Doe para [email protected]
Siga nosso perfil no Instagram e fique por dentro das notícias da região.
Entre em nosso canal no Whatsapp e acompanhe as atualizações.
Faça uma sugestão de reportagem sobre o Distrito Federal, por meio do número de Whatsapp do BdF DF: 61 98304-0102

