Até eleição suplementar em Cachoeirinha (RS) dá errado. Jussara Caçapava (Avante), eleita no dia 12 de abril, teve o mandato cassado junto com o seu vice-prefeito, Luís Carlos Azevedo da Rosa, o Mano (PL). A decisão foi tomada pela juíza eleitoral Suélen Caetano de Oliveira.
Ela justificou a decisão afirmando que houve abuso de poder político por parte dos candidatos. Os dois cassados afirmaram, em entrevistas, que estão surpresos e que não havia motivos para decisão tão drástica. Eles vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No dia 12 de abril, Caçapava havia conquistado 22.595 votos, sendo 43,39% dos votos válidos (dados a todos os candidatos). A eleição em Cachoeirinha teve 58.173 votos totais, o que inclui 3.479 votos brancos, 5,98% dos votos totais, e 2.617 votos nulos, 4,50%. Cachoeirinha é sede da 143ª Zona Eleitoral e conta com 102.143 eleitores. Diplomada no dia 7 de maio, o mandato teria valendidade até 31 de dezembro de 2028.
Caçapava estava exercendo o cargo de prefeita em razão do impeachment do prefeito Cristian Wassem (MDB) e do vice Delegado João Paulo Martins (Progressistas). Ela era presidente da Câmara de Vereadores e, pela ordem sucessória, assumiu o cargo interinamente em janeiro, antes de vencer o pleito de abril. Caso o TSE confirma a cassação, o município terá que realizar nova eleição suplementar nos próximos meses.
A defesa da chapa enviou nota à imprensa lamentando a decisão. Confira a íntegra:
“Recebemos com surpresa a decisão proferida pela Justiça Eleitoral, especialmente por se tratar de apontamentos relacionados a dois vídeos anteriores ao próprio processo eleitoral. Respeitamos o Ministério Público, o Poder Judiciário e todas as instituições democráticas, razão pela qual adotaremos as medidas legais cabíveis nas instâncias superiores. Lamentamos que Cachoeirinha volte a viver um cenário de instabilidade política e institucional. Ainda assim, seguimos trabalhando normalmente, com responsabilidade, serenidade e compromisso com a população”.
