DE VOLTA

Mombojó lança novo disco e comemora 25 anos de carreira com show no Recife

Banda pernambucana lança o primeiro trabalho de inéditas em seis anos e celebra aniversário nesta sexta-feira (22)

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Show será no Brilho Cultural, no Centro do Recife
Show será no Brilho Cultural, no Centro do Recife | Crédito: Olivia Leite/Divulgação

A banda pernambucana Mombojó celebra 25 anos de trajetória com o lançamento do disco “Solar” e a estreia do novo show ao vivo nesta sexta-feira (22), no Recife. A apresentação acontece a partir das 21h, no Brilho Cultural, reunindo canções inéditas do álbum recém-lançado e momentos marcantes da carreira do grupo.

A abertura da noite será comandada pelo músico Nailson Vieira. Os ingressos custam R$40, e estão à venda pela plataforma Bilheteria Digital.

O novo trabalho marca o retorno da banda a um disco de inéditas seis anos após o projeto criado para a trilha sonora do filme “Deságua”. Gravado entre 2023 e 2024, “Solar” retoma a parceria do grupo com o produtor Léo D, que participou do primeiro álbum do Mombojó, e reúne colaborações de artistas brasileiros e internacionais.

Entre os convidados do disco estão Sofia Freire, Letrux, Domenico Lancellotti, além da cantora Laetitia Sadier e dos produtores franceses Hervé Salters e Anthony Malka.

No álbum, a banda mergulha em referências da música popular brasileira, do samba e de sonoridades psicodélicas e experimentais. A proposta do trabalho dialoga com uma atmosfera solar e dançante, refletindo também o desejo de reencontro coletivo após os anos de isolamento da pandemia de Covid-19.

Segundo o vocalista Felipe S., Recife ocupa um papel central na construção estética e sonora do novo disco. “Recife, além de ser nossa cidade, é também de onde tiramos muitas das nossas referências musicais e estéticas. Nesse trabalho atual, sentimos muito essa conexão. Lugares ensolarados trazem naturalmente uma energia dançante e de festa”, afirma.

Ele destaca ainda que as músicas nasceram do desejo de reconexão entre as pessoas. “Todas elas carregam essa vontade de botar a cara no sol, sair pra dançar e se misturar com as pessoas. As músicas funcionam quase como remédios para aquele sofrimento”, comenta.

Felipe também afirma que o processo de criação aconteceu de forma gradual, em oposição à lógica acelerada do mercado musical atual. “Hoje em dia, o mercado da música muitas vezes nos empurra para a pressa, para estar o tempo todo lançando novidades. Isso é algo que me incomoda. Eu gosto de insistir nas ideias, de maturar os repertórios e dar tempo para as coisas encontrarem seu lugar”, diz.

Editado por: Rostand Tiago

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