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Inelegível por decisão do TSE e na mira da PF, Cláudio Castro desiste da candidatura ao Senado

Ex-governador do Rio de Janeiro tentava reverter cenário, mas situação jurídica se tornou insustentável

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O governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL)
O agora ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) | Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou a desistência da pré-candidatura ao Senado nesta quinta-feira (28), após ter sido alvo de duas operações da Polícia Federal (PF) em 15 dias. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Castro declarou que tomou a decisão para poder se dedicar integralmente a sua defesa. Ele está sendo investigado por participação em dois episódios: por possível favorecimento no esquema de fraudes fiscais do Grupo Fit Combustíveis, dono da Refinaria de Manguinhos, a Refit; e por suspeita de ter desviado mais de R$ 3 bilhões da Rioprevidência para aplicação em fundos do Banco Master, liquidado em novembro do ano passado por fraudes financeiras.

Na publicação, o ex-governador reiterou a tese de que é inocente e falou que tem passado dias difíceis. “Minha família está passando por momentos que jamais imaginei que ia passar. Dias de dor, de exposição, de mentiras, de narrativas. Muito pior que a mentira é a meia-verdade. O que transforma atos corretos em tentativas de criminalizar o que era correto”, afirmou.

Castro deixou o governo do Rio de Janeiro em março deste ano e passou a costurar a sua possível candidatura a uma vaga no Senado. Mesmo antes das consecutivas operações da PF, a situação jurídica de Castro era bastante delicada. Isso porque um dia depois de sua renúncia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu um julgamento de um processo por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 e decidiu por sua inelegibilidade.

Segundo o g1, a cúpula do PL já havia considerado a situação jurídica de Castro insustentável após o ex-governador ter se tornado alvo da Operação Compliance Zero, mas ele mantinha a versão de que tentaria levar a candidatura até o fim. O próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na quarta-feira (27), havia declarado à revista Veja que o ex-governador só não seria candidato “caso não consiga reverter a decisão do TSE”.

Editado por: Thaís Ferraz

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