Uma ação da Polícia Militar resultou na morte de duas pessoas na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, na última terça-feira (26). Uma das vítimas foi o jovem Lucas Rodrigues Rocha, de 25 anos, baleado quando fazia uma entrega de aplicativo nas proximidades da comunidade Vila Joaniza.
Lucas teria ficado dentro de um carro blindado da PM durante quase uma hora e chegou morto no Hospital Estadual Evandro Freire. Na versão da polícia, equipes do 17º BPM faziam patrulhamento quando se depararam com um grupo de homens armados. A família nega que ele tenha envolvimento com o crime.
O jovem trabalhava como servente de pedreiro de carteira assinada, era casado e tinha dois filhos. Para complementar a renda, fazia entregas de moto por aplicativo. Foi nesse contexto que ele foi baleado.
Ao portal g1, a sogra disse que o genro foi alvejado com um tiro de fuzil nas costas e não recebeu socorro dos agentes. “Deram entrada no hospital falando que ele estava vivo, mas a médica disse que ele já chegou em óbito. Eles ficaram de 40 minutos a uma hora com o Lucas dentro do blindado sem socorro”, afirmou.
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De acordo com os policiais, houve confronto e três suspeitos foram baleados. Dois morreram e um ficou ferido. Outra vítima foi identificada como Erik Felix Chagas. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Imagens de câmera de segurança obtidas pela família mostram uma movimentação de policiais em um ferro-velho próximo do local onde Lucas foi baleado. Os agentes chegaram em carro descaracterizado, sem farda e nenhum deles estaria usando câmera corporal.
A PM não comentou as imagens, apenas que abriu um procedimento na corregedoria para apurar o caso.
Também nesta semana, PMs confundiram ferramentas de trabalho com fuzil e mataram dois pedreiros no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo, na região metropolitana. Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis foram encontrados caídos ao lado de ferramentas. A perícia da Polícia Civil localizou uma régua de pedreiro no local.
Por causa das mortes, moradores protestaram na BR-101, chegando a fechar parte da via expressa. O corpo de Marcelo foi enterrado na quinta (28) no cemitério São Miguel, em São Gonçalo. Ele deixa um filho de 7 anos. A PM afirmou, em nota, que instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do caso.
*Com informações do portal g1
