Negociações

EUA dizem estar perto de acordo para fim da guerra; Irã não confirma

Qualquer anúncio deve ser feito oficialmente por Teerã e comunicado ao Paquistão, que atua como mediador nas negociações

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Estados Unidos anunciam novas sanções contra o Irã na véspera de nova rodada de negociações nucleares RS/Fotos Públicas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Crédito: RS/Fotos Públicas

Os Estados Unidos afirmaram, na quinta-feira (28), que estão perto de um acordo com o Irã para pôr fim à guerra e abrir negociações sobre o programa nuclear iraniano. 

O texto, no entanto, ainda não foi confirmado oficialmente por Teerã. De acordo com a agência iraniana Tasnim, uma fonte ligada aos negociadores disse que qualquer anúncio será feito oficialmente por Teerã e comunicado ao Paquistão, que atua como mediador nas negociações.

Segundo autoridades estadunidenses ouvidas pela AFP, o memorando de entendimento prevê a retomada das negociações diplomáticas após quatro meses de guerra no Oriente Médio. O acordo também incluiria medidas para desbloquear o Estreito de Ormuz. A proposta prevê navegação sem restrições na região, retirada de minas pelo Irã em até 30 dias e suspensão do bloqueio naval estadunidense caso o fluxo comercial seja retomado.

O documento depende da aprovação do presidente Donald Trump. O vice-presidente americano JD Vance afirmou que Trump ainda avalia os termos do memorando. “Estamos indo e vindo sobre algumas questões de redação”, disse.

As negociações ocorrem em meio a novos confrontos entre os dois países. Os Estados Unidos disseram ter derrubado drones iranianos perto do Estreito de Ormuz e atingido uma estação de controle em Bandar Abbas. Segundo uma autoridade estadunidense, a operação foi “medida, puramente defensiva e destinada a manter o cessar-fogo”.

A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, afirmou ter atacado uma base estadunidense em resposta aos bombardeios e declarou que novas ações receberão uma resposta “mais decisiva”.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou Washington de cometer “violações contínuas do cessar-fogo”. O porta-voz Esmaeil Baqaei afirmou que o país “tomará todas as medidas necessárias para defender sua soberania nacional”.

As tensões também seguem em outras frentes da região. Israel manteve ataques no Líbano contra posições do Hezbollah. Um bombardeio na região de Beirute matou três pessoas e deixou 15 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Editado por: Rafaella Coury

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