O último fim de semana de maio será marcado por uma intensa programação cultural em diferentes espaços do Ceará, reunindo manifestações populares, música, artes visuais, teatro, oficinas e atividades voltadas para públicos diversos. Em Fortaleza, equipamentos como a Estação das Artes, o Museu da Imagem e do Som (MIS), a Pinacoteca do Ceará e o Theatro José de Alencar recebem atrações que valorizam artistas independentes, produções periféricas, experiências acessíveis e iniciativas de formação cultural.
No Cariri, o Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo e a tradicional Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio movimentam a região com quadrilhas juninas, cortejos, celebrações religiosas e shows de artistas consagrados da música nordestina. A programação destaca ainda ações voltadas à inclusão, à memória cultural e à ocupação dos espaços públicos por diferentes expressões artísticas.
Confira aqui no BdF Ceará, a agenda cultural para este final de semana.
Complexo Cultural Estação das Artes
Com programação que atravessa diferentes linguagens artísticas, o fim de semana na Estação das Artes reúne projetos independentes, artistas LGBTQIAPN+ e atrações voltadas ao público infantil. A agenda conta com a Calúnia Dance Club na sexta (29), Numalaje no sábado (30) e, no domingo (31), oficina infantil, espetáculo de mágica, apresentação musical em parceria com o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) e espetáculo do Coral do IFCE Fortaleza.
Calúnia Dance Club celebra protagonismo LGBTQIAPN+ na Estação na sexta (29)
A noite de sexta-feira (29) será dedicada à música eletrônica e à celebração da diversidade com o projeto “Calúnia Dance Club”, que ocupa a Gare a partir das 18h. Idealizado pelos DJs cearenses Calú e Linhatenia, o evento propõe uma experiência que reúne música, dança e performance em uma programação voltada à valorização do protagonismo LGBTQIAPN+ e da liberdade de expressão nas pistas.
Ao longo da noite, o público acompanha sets de Mathugas, Jennify C., Sammy Dreams e um encontro especial entre Calú e Linhatenia, além de performance, com Erick e Erison, conduzindo uma celebração coletiva da música eletrônica e da diversidade artística.
Numalaje ocupa a Estação com música e cultura periférica no sábado (30)
No sábado (30), a Estação recebe a Numalaje, projeto cultural independente criado por pessoas negras e LGBTQIAPN+ das periferias de Fortaleza. A partir das 17h30, a programação ocupa o espaço com DJs Lolost, DDzin, Negona, Sena e Nayma e chega com uma proposta que mistura música, identidade e resistência cultural, fortalecendo artistas e expressões da cena underground da cidade.
Criada em 2022, a Numalaje surgiu com o objetivo de ampliar a ocupação de espaços culturais por artistas periféricos, promovendo encontros marcados pela diversidade sonora, pela valorização das vivências dissidentes e pela construção coletiva da cultura urbana contemporânea.
O acesso a essa programação se dará por meio do Ingresso Solidário, ou seja, mediante a doação de 1kg de alimento não perecível (exceto sal). As doações serão destinadas ao programa “Ceará sem Fome”, do Governo do Ceará, que leva comida à mesa de cearenses em situação de vulnerabilidade.
Domingo na Estação (31) reúne diversas expressões artísticas com acessibilidade para todos os públicos
O domingo (31) convida diferentes públicos para uma programação que reúne oficina, espetáculo cênico e apresentações musicais. A partir das 10h, acontece a oficina “Brincando de Bordar”, com Talita Késsia e Fleuri Cardoso, atividade voltada ao público infantil que propõe uma introdução ao bordado por meio de experimentações livres com linha, agulha e juta.
Às 11h, o público acompanha o espetáculo “A Magia: Fascinação que transcende gerações”, com o Mágico Ice Rick, realizado em parceria com o Sesc. A apresentação mistura ilusionismo, humor e interação com a plateia em uma experiência voltada para crianças e adultos, estimulando imaginação, participação e encantamento coletivo. O espetáculo contará com interpretação em Libras.
A partir das 12h, a programação segue com “Só Sabe Quem Mora Lá”, apresentação da I Turma do Curso Técnico em Instrumento Musical (Violão) da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim, em parceria com o CCBJ. O espetáculo reúne músicas autorais e diferentes ritmos para narrar histórias atravessadas por amor, fé, ancestralidade e vivências periféricas, em uma montagem que combina música, cena e memória afetiva. Antes da apresentação, o público poderá participar de uma visita sensorial proposta pelo grupo destinada a pessoas com deficiência ou neurodivergentes que queiram conhecer os instrumentos e o cenário do show, ampliando a experiência de aproximação com o espetáculo. A atividade também contará com interpretação em Libras e audiodescrição.
Encerrando a programação, às 13h45, o Coral do IFCE Fortaleza apresenta o espetáculo “Areal”, projeto aprovado no Edital de Projetos Artísticos para a Estação das Artes. A montagem percorre diferentes momentos da cultura musical cearense, reunindo referências da música popular, das danças e de compositores marcantes do século XX. Fundado em 1956, o Coral do IFCE desenvolve trabalhos que unem música, teatro e elementos visuais em apresentações construídas a partir da expressão corporal, de arranjos próprios e da pesquisa artística coletiva. O espetáculo contará com interpretação em Libras.
Museu da Imagem e do Som (MIS)
O Museu da Imagem e do Som do Ceará encerra maio com a tradicional roda de capoeira “Vem Vadiar no Museu”, que tem à frente o Mestre Urso Preto. A iniciativa será neste domingo (31), a partir das 16h, na Praça do MIS CE. Há três anos, no centro da roda de capoeira realizada no MIS CE está José Maria Pereira da Silva, que é conhecido como Mestre Urso Preto. Ele faz parte do Centro Cultural de Capoeira: Raízes Brasileiras, situado na comunidade do Campo do América. Mestre Urso Preto e seu berimbau encurtam distâncias. “A base da capoeira é o respeito”, diz ele.
Ao som do atabaque e na ginga da capoeira, o mestre capoeirista aproxima o Campo do América do Museu da Imagem e do Som do Ceará. “A roda do Museu é onde todas as bandeiras se encontram”, orgulha-se o mestre Urso Preto. A “bandeira”, no contexto da capoeira, é como é chamado o símbolo nos abadás e uniformes de cada grupo.
No MIS CE, ele comanda o projeto Vem Vadiar no Museu, uma roda de capoeira aberta ao público que acontece sempre no último domingo de cada mês, a partir das 16h. No Brasil, a roda de capoeira foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Brasileiro desde julho de 2008 – conquista essa que reflete mais de oito décadas de combate contra o preconceito à prática.
Desde 2014, a prática da capoeira foi reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). A capoeira busca manter o respeito entre comunidades, promover integração social e salvaguardar a memória de resistência dos povos vindos da África.
Oficina de colagem sobre Fortaleza
Na sexta-feira, 29 de maio, a capital cearense que completou 300 anos é o tema da oficina de colagem que será realizada para maiores de 16 anos. O objetivo é criar um espaço de encontro, escuta e experimentação artística que convide os participantes a refletirem sobre as transformações de Fortaleza ao longo do tempo, articulando as memórias, as identidades e o pertencimento.
A partir da técnica da colagem, a oficina propõe a construção de narrativas visuais que conectem o passado e o presente da cidade. A proposta é misturar imagens históricas, elementos contemporâneos e vivências pessoais, estimulando um olhar sensível e crítico sobre o território.
A atividade incentiva os participantes a perceberem as mudanças urbanas, culturais e sociais de Fortaleza, bem como aquilo que permanece na essência da cidade. Ao valorizar as diferentes perspectivas e experiências, a oficina também fortalece o vínculo afetivo com a cidade, entendendo Fortaleza como um espaço vivo, múltiplo e que está em constante transformação.
No sábado, dia 30 de maio, o Museu recebe a atividade Yoga Acessível em Fortaleza: iniciativa que amplia a inclusão e ativa espaços públicos com práticas de bem-estar. O MIS CE recebe a segunda edição do Yoga Acessível em Fortaleza, fortalecido por uma rede colaborativa que amplia o alcance e o impacto social. A iniciativa promove bem-estar físico e emocional com foco na acessibilidade, no respeito aos diferentes corpos e na ocupação inclusiva dos espaços públicos.
Exposições
A exposição fotográfica “A Fortaleza de Dentro”, realizada pelo Sobrado Dr. José Lourenço no MIS CE, evidencia a potência estética e simbólica dos territórios mais interiores da capital cearense, para além da zona litorânea, que carregam sonhos e contradições. As 44 imagens atravessam ruas e avenidas, percorrem os rios e lagoas e seguem pelas estradas abertas por moradores de Fortaleza. A mostra conta com a curadoria de Leo Silva e Karine Araujo. A abertura será a partir das 16h. A realização é do Sobrado Dr. José Lourenço, equipamento da Secult com gestão do Instituto Mirante.
As imagens são os olhares de 10 fotógrafos e fotógrafas dos bairros Carlito Pamplona, Conjunto Barramar (Barra do Ceará), Conjunto São Bernardo (Comunidade em Messejana), Curió, Granja Portugal, Conjunto Goiabeiras, Quintino Cunha, Residencial José Euclides (Conjunto Habitacional no Jangurussu), Mucuripe e Sabiaguaba.
Sala Imersiva e exposições
Na Sala Imersiva (andar -2 do Anexo), o público pode conferir uma programação contínua de obras audiovisuais que exploram diferentes dimensões do território, da memória e da biodiversidade. A programação inclui a exibição, em sessões, das obras “Aves do Ceará”, “Ypykuéra: Povos Originários e a Megafauna”, “fragmento-KYMERA”, “O Paraquedista” e “Apenas lembranças que eu tinha de lá”.
Nas sextas-feiras e sábados, das 13h às 20h, a programação começa com “Aves do Ceará” e “Ypykuéra: Povos Originários e a Megafauna”, exibidas das 13h às 16h. Em seguida, das 16h às 17h, entra em cartaz “Apenas lembranças que eu tinha de lá”, seguida por “O Paraquedista”, das 17h às 18h. A obra “Apenas lembranças que eu tinha de lá” retorna das 18h às 19h, e, para encerrar, fragmento-KYMERA é exibido das 19h às 20h.
O Museu segue ainda com as exposições “Uma rua chamada cinema” (andar +2), com fotos de Sergio Poroger, “Imaginar os Cearás: memórias e tecnologias” (andar -1) e “Laboratório dos Sentidos” (Casarão). Na Galeria da Liberdade, está em cartaz a exposição “Encantarias da Liberdade Indígena do Ceará”. A curadoria da mostra é de Nyela Jenipapo, Rodrigo Tremembé e Suzenalson Kanindé, indígenas dos povos Jenipapo-Kanindé, Tremembé e Kanindé. A exposição apresenta obras que reúnem narrativas de resistência, de luta e de identidade de 17 povos indígenas presentes em 21 municípios do Ceará.
Pinacoteca do Ceará
A exposição “Existências paralelas – Acervo em (des)construção” chega à última semana de exibição, e é o destaque da programação semanal de 27 a 31 de maio na Pinacoteca do Ceará. Entre quarta-feira e domingo, serão realizadas diversas atividades relacionadas à mostra, além de ações da recém inaugurada itinerância da 36ª Bienal de São Paulo.
A semana no museu começa na quarta-feira (27) com o Pouso do Trabalhador, das 12h30 às 13h30. “Respira e estica” propõe alongamentos e exercícios de respiração conscientes voltados à redução do estresse diário, com 15 vagas por ordem de chegada e acessibilidade em Libras. Ao final da tarde, às 17h, o pátio recebe o Yoga ao Pôr do Sol com a instrutora Beatriz Freitas conduzindo a prática Kemetic Yoga. Selecionada pelo Edital de Credenciamento, a prática de base egípcia oferece 20 vagas por ordem de chegada e reserva de 30% das vagas para pessoas negras.
Na quinta-feira (28), a Pinacoteca realiza também a Conversa de Ateliê “Mães trabalhadoras da cultura”, no auditório, às 17h. A conversa reúne a jornalista Marina Holanda e a artista multidisciplinar Ellicia Maria, ambas mães atípicas, e busca reconhecer a arte diária na rotina das maternidades atípicas e periféricas, refletindo sobre as invenções que se fazem necessárias para existir de forma digna em um mundo que muitas vezes dificulta o acesso e a inclusão. O encontro, acessível em Libras, oferece 40 vagas disponíveis desde uma hora antes.
Última semana de “Existências Paralelas”
Com 484 obras de 63 artistas de projeção local e nacional, “Existências paralelas – Acervo em (des)construção” despede-se da Pinacoteca do Ceará nesta semana. Com curadoria assinada por Lisette Lagnado, José Eduardo Ferreira Santos e Yuri Firmeza, a mostra propõe um debate sobre como constituir um museu público a partir do conceito de vizinhança. Os curadores tiveram uma colaboração direta com territórios e lideranças comunitárias promovendo um olhar diferente ao acervo do Governo do Ceará.
Como parte das ações de encerramento da exposição, o museu realiza na tarde de sexta-feira (29) a oficina “Tecendo imagens a partir de Marieta Ramos”, a partir das 14h. A atividade resgata o legado da artista cearense Marieta Ramos, conhecida por suas colchas e tapetes de retalhos costurados à mão, e convida o público a partir de 16 anos a criar suas próprias composições inspiradas nas obras expostas na mostra. São 15 vagas para a atividade que conta com acessibilidade em Libras. Mais tarde, às 15h, ocorre a visita mediada com acessibilidade em Libras pelas exposições, com 20 vagas.
Performance e música erudita
No sábado (30,) o espaço expositivo recebe, às 15h, a performance “A razão da espera”, de Linga Acácio e Lure Furna. O trabalho dialoga com a videoinstalação “O farol, a parede, o porto” (2017) de Linga, em cartaz na exposição, e usa fragmentos de vidro coletados em praias para refletir sobre os apagamentos causados pelo progresso.
A performance dialoga diretamente com a pesquisa de Linga iniciada em 2015 com a série “Zona de Remanso”, cujo processo pode ser conferido pelo público na própria mostra por meio da videoinstalação “O farol, a parede, o porto” (2017). Em “A razão da espera”, a artista e Lure Furna propõem um exercício de permanência. Se antes a pesquisa investigava o corpo em territórios marcados pela lógica portuária da capital, como o Serviluz, Poço da Draga e o Pecém, a nova ação propõe que os detritos descartados pela cidade permaneçam nos corpos, criando uma máscara-fóssil com detritos e fragmentos de vidros lapidados pelo mar e coletados nessas praia, refletindo sobre o progresso e as memórias que resistem ao tempo em Fortaleza.
Também no sábado, às 16h, a equipe educativa da Pinacoteca conduz a “Andanças confluentes”, a primeira visita temática focada na itinerância da 36ª Bienal de São Paulo. O percurso na exposição “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática” propõe discussões sobre pertencimento e território a partir das obras de Márcia Falcão e Gê Viana. São 20 vagas por ordem de chegada com acessibilidade em Libras.
No domingo (31), de 10h30 a 11h30 e das 15h às 16h, o Ateliê Criança Cria “Meu eu em colagem” convida crianças a partir de 5 anos e responsáveis para criarem autorretratos de forma livre utilizando papéis e cores. São 15 vagas disponíveis por ordem de chegada para cada sessão e os pequenos devem estar acompanhados por um responsável.
Ainda no domingo, a partir das 15h, a Camerata de Cordas da UFC apresenta o concerto “Estações de Vivaldi”. A apresentação ocorrerá no espaço expositivo da Mostra Acervo da Pinacoteca do Ceará. O acesso é por ordem de chegada e totalmente gratuito.
Exposições em cartaz
Além de “Existências paralelas – Acervo em (des)construção”, que encerra no próximo domingo, dia 31 de maio, o público poderá conferir outras grandes exposições em cartaz. A mais recente é a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, que apresenta um recorte de mais de 70 obras contemporâneas focadas em discussões sobre território, migração e pertencimento, em cartaz até 16 de agosto de 2026. A itinerância no Ceará é assinada pela Petrobras e conta com patrocínio da Cagece.
Os visitantes também podem conferir a exposição “Corpos explícitos, corpos ocultos”, que investiga a representação do corpo na arte contemporânea a partir de cem obras de 48 artistas. A mostra segue em cartaz até 27 de setembro de 2026.
A Mostra Acervo Pinacoteca do Ceará, com trabalhos de Chico da Silva pertencentes à coleção do museu e bastidores do processo de conservação e restauro, também é outro convite aos visitantes. A classificação indicativa das mostras varia e a visitação é livre e gratuita de quarta a sexta-feira, de 10h às 18h, aos sábados de 12h às 20h e aos domingos, de 10h às 17h.
Theatro José de Alencar
Solo Teatral “VoraCidade”
O solo de teatro do dramaturgo e encenador Ricardo Guilherme “VoraCidade” acontece no Palco Principal do Theatro José de Alencar, dia 29 de maio (sexta-feira), às 19h30. A peça aborda o tricentenário de fundação da cidade de Fortaleza, assinalado exatamente em 2026. Este espetáculo faz uma reflexão acerca da cearensidade, sobretudo do ponto de vista da história e da antropologia, apresentando personas como Iracema, Dragão do Mar e o Bode Ioiô, dentre outros. A apresentação é gratuita, com capacidade para 100 pessoas.
O texto, portanto, trata de identidades culturais através de uma abordagem que se caracteriza por estudos de épocas e de suas respectivas mentalidades. Deste modo, o autor traça um painel histórico que reconstitui épocas, reelabora paradigmas legados pelo tempo e os redimensiona à luz da contemporaneidade.
Ricardo é professor da Universidade Federal do Ceará, com experiência em diversas universidades da Europa, da África, da América Central e da América do Norte. Ele é jornalista, contista, cronista, poeta, produtor da Televisão Educativa do Ceará, ator, dramaturgo e diretor teatral, com uma teatrografia de mais de cem espetáculos realizados, em cinco décadas de atividade, numa trajetória nacional e internacional. Ricardo também é membro da Academia Cearense de Letras.
Relance
O projeto Relance realiza mais uma edição do seu baile na Praça Mestre Boca Rica (CENA TJA), no dia 30 de maio (sábado), das 16h às 22h. Criada pelos irmãos VICTORMSAT e BABER, a festa propõe uma valorização da cultura da mídia física, com discotecagem exclusivamente em vinil e CDs. Além dos dois DJS residentes, também se apresentará a DJ Babita; os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla ou na bilheteria do Theatro, das 13h às 19h.
Ocupando diferentes espaços da Cidade desde 2022, esta será a quarta edição do projeto no local, reforçando a continuidade da ocupação e a construção de um espaço de encontro que se consolida a cada realização.
Para esta edição, o projeto recebe a DJ Babita, integrante da Bateu, Pode Comemorar, iniciativa importante na cena local e reconhecida por sua atuação na construção de pistas diversas e intensas em Fortaleza. A programação contará também com uma intervenção cênica de alunos e ex-alunos do Curso Princípios Básicos de Teatro (CPBT), do Teatro Escola TJA, conectando dança e música e ampliando a experiência do público.
A RELANCE firma-se como uma proposta independente que movimenta o espaço público e valoriza o encontro a partir da escuta e da dança, reafirmando a força da experiência musical coletiva e a relação direta entre som, corpo e cidade.
Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo
O IV Cariri Junino chega ao Centro Cultural do Cariri trazendo as cores e festejos de um dos meses mais esperados do ano. Nesta edição, acontecem ações de valorização das tradições populares e intercâmbio de saberes. Nesta sexta-feira, 29, e no sábado, 30, o Centro Cultural será palco da competição dos Destaques Juninos 2026 e de apresentações de quadrilhas de diferentes cidades do Cariri.
Programação
Sexta-feira | 29 de maio
18h – Competição de Destaques Juninos 2026, com Rainhas da Diversidade, Rainhas e Casais de Noivos
19h30 – Quadrilha Junina Santo Antônio, Barbalha (CE)
20h15 – Quadrilha Nação Nordestina, Juazeiro do Norte (CE)
Sábado | 30 de maio
19h – Quadrilha Tradição Junina, Crato (CE)
20h – Abertura oficial do Festejo Ceará Junino, com divulgação das etapas regionais
com a Secretaria da Cultura do Ceará
20h30 – Apresentação da Quadrilha Festeja Siará, Quixeré (CE)
21h15 – Atração Musical Os Cabras de Lampião
26º Festejo Ceará Junino
O Campeonato Estadual do Festejo Ceará Junino, que terá sua abertura oficial no sábado, 30, no Centro Cultural do Cariri, é o evento de culminância dos festivais regionais de quadrilhas juninas apoiados no Edital Ceará Junino da Secult Ceará por todo o Estado. As quadrilhas juninas participantes concorrem ao título estadual, consolidado como o maior reconhecimento do Estado para o movimento junino.
A ação é coordenada pela Secult Ceará por meio da Coordenadoria de Patrimônio Cultural e Memória (COPAM), fortalecendo as políticas públicas de preservação e promoção das tradições juninas no estado.
Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio
A cidade de Barbalha, no Cariri cearense, já vive o clima da tradicional Festa de Santo Antônio 2026, considerada uma das maiores manifestações culturais e religiosas do Nordeste. Neste final de semana, a programação reúne atividades culturais, celebrações religiosas e atrações musicais que antecedem o tradicional cortejo do Pau da Bandeira.
A programação começa oficialmente na sexta-feira (29), com a tradicional Missa com Padre Monteiro, no Largo da Matriz. O momento de devoção marca a abertura da Festa de Santo Antônio e deve reunir fiéis e visitantes em um momento de celebração religiosa e acolhimento. Já no sábado (30), acontece a tradicional Noite das Solteironas, um dos momentos mais populares da festa, e acontece no Largo da Matriz, com shows de Fábio Carneirinho e Joãozinho do Exu, em uma noite marcada pelo forró e pelas tradições populares ligadas a Santo Antônio, conhecido popularmente como o “santo casamenteiro”.
Já no domingo (31), acontece o tradicional Cortejo do Pau da Bandeira. A partir das 8h, o Largo da Igreja Matriz começa a receber mais de 70 grupos de tradições populares, entre reisados, quadrilhas juninas, Bacamarteiros da Paz, penitentes, trupes circenses, coletivos teatrais, bandas, mestres da cultura e brincantes de todas as idades. O cortejo é um espetáculo vibrante e coletivo, com os grupos culturais que desfilam pelas ruas da cidade em direção à Igreja do Rosário, a partir das 10h. Às 12h, tem início o momento mais aguardado do dia: o carregamento do Pau da Bandeira de Santo Antônio. O tronco utilizado neste ritual é da espécie jatobá, com 23 metros de comprimento, 1,5 metro de diâmetro e peso estimado em cerca de 3 toneladas.
Pela noite, três palcos espalhados pelo centro de Barbalha ganham luzes e atrações culturais que marcam a cultura nordestina:
- Palco do Rosário: Elba Ramalho, Flávio Leandro, Mestrinho e Ítalo Queiroz;
- Palco do Marco Zero: Geraldinho Lins, Targino Gondim e CEZZINHA;
- Palco da Estação: Dorgival Dantas, Luiz Fidelis, Fulô de Mandacaru e Maninho & Banda;
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