Impacto psicológico

‘Revitimiza crianças vítimas de estupro’: parlamentares criticam aprovação de pauta no Senado

Para Maria do Rosário, é uma 'falta de empatia terrível'; Maria Arraes destacou que 'lugar de criança é na escola'

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Da esquerda à direita, Maria do Rosário (PT-RS), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Maria Arraes (PSB-PE)
Parlamentares da esquerda rechaçam decisão ‘surpresa’ do Senado | Crédito: Agência Câmara/Reprodução

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) classificou como “completamente contra as crianças vítimas de violência sexual” a aprovação, pelo Senado, do projeto que dificulta o acesso ao aborto legal em casos de estupro. Em entrevista ao Brasil de Fato, a parlamentar afirmou que a medida demonstra uma “falta de empatia terrível” com o sofrimento de meninas submetidas à violência sexual.

Segundo a petista, obrigar uma criança a manter uma gestação decorrente de estupro ignora os impactos físicos e psicológicos da violência. “O corpo infantil e a mente infantil não têm qualquer condição de manter uma gestação fruto do estupro”, declarou. Para ela, a continuidade da gravidez representa a repetição diária da agressão sofrida pela vítima.

Ao Brasil de Fato, a deputada federal Maria Arraes (PSB-PE) classificou a aprovação do projeto como “um retrocesso aos direitos humanos”. Segundo a parlamentar, a decisão ignora a condição de vulnerabilidade das vítimas e compromete garantias já asseguradas pela legislação brasileira. “Lugar de criança é na escola, na brincadeira, e não no sexo e na gravidez”, afirmou.

Maria do Rosário defendeu que o atendimento a crianças estupradas seja realizado com rapidez e que protocolos de proteção sejam adotados o quanto antes para minimizar os danos causados pela violência. “Quanto mais rápido essa criança for atendida e antes for instituído um protocolo que a preserve ao máximo como criança, melhor para o seu desenvolvimento, para a sua vida”, afirmou.

Fernanda Melchionna (Psol-RS), disparou contra o Congresso. “Mais uma vez o Congresso, inimigo do povo, ataca os direitos reprodutivos e tenta obrigar meninas violentadas a serem mães”, disse.

Editado por: Luís Indriunas

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