Milhares de mulheres realizaram uma manifestação para repudiar os feminicídios e exigir políticas públicas contra a violência de gênero na Argentina, nesta quarta-feira (3).
Realizada anualmente desde 2015, a manifestação convocada pelo movimento feminista “Ni Una Menos” (“Nem Uma a Menos”) ganhou ainda mais força em meio à comoção gerada pelo assassinato da adolescente Agostina Vega, de 14 anos.
Ela estava desaparecida havia cerca de uma semana e seu corpo foi encontrado no último sábado (30), esquartejado, em um terreno baldio na cidade de Córdoba. O namorado da mãe dela, Claudio Gabriel Barrelier, é o principal suspeito.
A manifestação ocupou vários quarteirões do centro histórico de Buenos Aires, onde meninas, adolescentes e mulheres se mobilizaram com cartazes dizendo “nos queremos vivas, livres e independentes” e “nem uma a menos”. Protestos semelhantes ocorreram em dezenas de cidades argentinas.
O Movimento Nem Uma a Menos surgiu em 2015, em protesto por ações de proteção às mulheres, após o assassinato de uma adolescente de 14 anos que estava grávida. O caso se tornou um marco na luta contra a violência de gênero no país.
Nesta quarta-feira (3), o Conselho de Administração do Instituto Atlético Central Córdoba anunciou a expulsão do autor do feminicídio, Claudio Gabriel Barrelier, de seu quadro de sócios.
